- Sputnik Brasil
Notícias do Brasil
Notícias sobre política, economia e sociedade do Brasil. Entrevistas e análises de especialistas sobre assuntos que importam ao país.

Analista fala sobre arma jurídica que pode vir a ser usada contra Lula em 2018

© REUTERS / Adriano MachadoEx-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foto de arquivo
Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foto de arquivo - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
É conhecida como "lawfare" e muito usada na América Latina. Segundo explicou a cientista política Silvina Romano, através do "uso indevido de instrumentos jurídicos, busca-se destruir a imagem pública do adversário político".

O objetivo é que adversário perca apoio popular e fique incapacitado de concorrer. O caso de Lula da Silva no Brasil é emblemático.

Utiliza-se uma "fachada de direito e da legalidade" para culpar um grupo político ou uma figura da oposição "sem ter provas", explicou Romano. Com uma planejada "articulação com os meios hegemônicos de comunicação, o caso se instala na sociedade. A imprensa os apresenta como culpados antes que cheguem aos tribunais e se inicie o devido processo legal". Isso poderia vir a acontecer com o ex-presidente Lula da Silva em 24 de janeiro de 2018, acrescenta a especialista.

Lula, ex-presidente do Brasil. - Sputnik Brasil
Notícias do Brasil
2018: Lula consolida vantagem e Bolsonaro se firma como segundo colocado, diz pesquisa
De acordo com Silvina Romano, EUA desempenha papel fundamental nisso, já que seu Departamento de Justiça assessorou as reformas jurídicas em vários países latino-americanos através de "agências bilaterais", como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Uma das ações mais importantes foi o chamado projeto "Pontes", que consistiu em cursos de consultoria a vários integrantes do Poder Judiciário do Brasil e de outros países da região. O aluno estrela é o juiz Sérgio Moro, impulsionador da operação Lava Jato e envolvido no processo contra Lula. "O impressionante é que esses cursos não só são escondidos da população, mas que nem sequer é informado sobre sua existência", destacou Romano à Sputnik Mundo.

Ela criticou ainda a "duplicidade de critérios" em condenações aos funcionários públicos e aos empresários envolvidos em corrupção, como é o caso de Michel Temer, no Brasil ou Mauricio Macri, na Argentina, ambos impunes. "Está claro que esta guerra jurídica é contra dirigentes, cujos governos recuperaram o protagonismo sócio-econômico do Estado, ampliando o país e revalorizando a população".

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала