Coreia do Norte não acredita em diálogo proposto pelos Estados Unidos

© Sputnik / Ilia Pitalyev / Abrir o banco de imagensKim Jong-un, líder da Coreia do Norte, na cerimônia de inauguração do Museu da Vitória na Guerra da Coreia, Pyongyang
Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, na cerimônia de inauguração do Museu da Vitória na Guerra da Coreia, Pyongyang - Sputnik Brasil
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A Coreia do Norte não pretende discutir seu programa nuclear com os Estados Unidos, uma vez que vê a iniciativa de Washington como uma tentativa de adotar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre novas sanções contra Pyongyang, afirmou o jornal oficial do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, na terça-feira.

"Os EUA estão tentando transferir para nós a responsabilidade sobre as tensões na península coreana com o seu diálogo ofensivo. O movimento é visto como destinado a dar o tom para manipular novas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que podem incluir um bloqueio marítimo, se não aceitarmos um diálogo voltado para discutir o abandono de nossas armas nucleares… Não há mudança em nossa posição de que não iremos recuar em nossa marcha para fortalecer nossa força nuclear ", afirmou o jornal Rodong Sinmun.

A declaração ocorre uma semana depois que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, anunciou que Washington estaria "pronta para conversar a qualquer momento" com a Coreia do Norte "sem pré-condição", mas enfatizou que "o esforço diplomático deve ser respaldado por uma alternativa militar muito crível".

Falando no Conselho de Segurança da ONU naquela semana, Tillerson disse que os Estados Unidos continuariam pressionando Pyongyang, chamando Rússia e China a se juntarem a eles na tentativa de levar a Coreia do Norte à mesa de negociações para suspenderem seus programas de mísseis nucleares e balísticos.

A possibilidade de um bloqueio naval da Coreia do Norte foi antecipada por Washington durante a discussão de sanções no Conselho de Segurança em setembro, mas a medida não foi incluída na resolução, uma vez que a China e a Rússia se opuseram a tais medidas.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse que o país consideraria um bloqueio naval contra ele um ato de guerra e levaria "severas medidas de retaliação".

Separadamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a ajuda da Rússia para resolver o problema nuclear da Coreia do Norte durante uma conversa telefônica realizada na semana passada com o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, dizendo que Moscou e Pequim estão prontos para fazer medidas para prevenir a escalada da crise.

Presidente russo, Vladimir Putin, e presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cúpula do G20 em Hamburgo - Sputnik Brasil
Putin e Trump discutem crise da Coreia do Norte
A situação na península da Coreia aumentou ao longo do ano, desde que Pyongyang realizou um teste nuclear e vários testes de mísseis, com a última ocorrência em 28 de novembro, quando a Coreia do Norte testou seu míssil balístico intercontinental mais avançado, conhecido como o Hwasong —15, capaz de atingir qualquer alvo dentro dos Estados Unidos do continente.

Mais recentemente, o conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Herbert Raymond McMaster, disse que apesar da tentativa de Washington em resolver a crise na península coreana por meios pacíficos, esse caminho para um acordo não seria a única opção na agenda.

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