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Conflito à vista? China volta a deslocar tropas para área de Doklam disputada com Índia

© REUTERS / China DailySoldiers of China's People's Liberation Army (PLA) take part in a military parade to commemorate the 90th anniversary of the foundation of the army at the Zhurihe military training base in Inner Mongolia Autonomous Region, China, July 30, 2017
Soldiers of China's People's Liberation Army (PLA) take part in a military parade to commemorate the 90th anniversary of the foundation of the army at the Zhurihe military training base in Inner Mongolia Autonomous Region, China, July 30, 2017 - Sputnik Brasil
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O Exército Popular de Libertação da China começou a aumentar as suas forças militares na região de Doklam, onde há alguns meses ocorreu uma disputa durante 10 semanas entre a China e a Índia.

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Segundo a mídia indiana, o Exército Popular de Libertação da China (PLA, na sigla em inglês) está construindo novas instalações militares a cerca de 5 quilômetros da fronteira entre a China e o Butão. As novas construções incluem armazéns de armas assim como nove edifícios de três andares, que poderiam ser utilizados como quartéis militares. Na zona estão ainda 300 veículos.

O impasse na área de Doklam começou em meados de junho quando na região, considerada pela China como parte da Região Autônoma do Tibete, soldados chineses iniciaram trabalhos de construção. A Índia, por sua parte, deslocou tropas para a área a fim de defender seu aliado Butão. Como resultado, as tropas do exército chinês e da Índia ficaram a uma distância de apenas algumas centenas de metros.

No início de outubro, surgiram novas notícias de que a China estaria novamente deslocando forças para a área de Doklam e, pela aparência das instalações lá montadas, parece que o PLA vai permanecer no lugar.

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A Índia retirou suas tropas de Doklam pois não tem pretensões em relação à região, tendo deslocado seus militares à província de Sikkim, que tem fronteira com a China e o Butão.

Na segunda-feira passada, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Sushma Swaraj, teve um encontro com seu homólogo chinês Wang Yi, que afirmou que os dois países devem "aprender a lição" após o impasse, pois este perturbou as relações bilaterais.

"O ministro das Relações Exteriores [indiano] e o chanceler chinês sublinharam o desafio que [o impasse] representou para as relações, expressando satisfação por ter sido resolvido com a retirada das tropas por meio de comunicações diplomáticas", afirmou o porta-voz indiano, Raveesh Kumar.

Mas, se a lição foi aprendida, vem a pergunta: por que é que Pequim está outra vez concentrando tropas na área de Doklam?

Esta não é a primeira disputa na fronteira entre a China e a Índia. Em 1962, um conflito em torno da região de Aksai Chin levou a confrontações entre os militares dos dois países, resultando na morte de milhares de pessoas em um mês.

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