Países muçulmanos reconhecem Jerusalém Oriental como capital da Palestina

© AFP 2022 / AHMAD GHARABLIPalestinos passando pela mesquita Al-Aqsa em Jerusalém (foto de arquivo)
Palestinos passando pela mesquita Al-Aqsa em Jerusalém (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) declarou Jerusalém Oriental como a capital da Palestina, segundo diz a resolução aprovada durante a cúpula de emergência da organização.

A OCI também apelou a todos os países que reconheçam "o Estado da Palestina e Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", diz o documento citado pelo jornal turco Hurriyet.

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Um apelo semelhante foi expresso pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, por cuja iniciativa se realizou a cúpula da OCI em Istambul.

A resolução sublinha que os EUA perderam seu papel de mediador no Oriente Médio, exortando Washington a cancelar sua decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Em caso contrário, Washington arcará com toda a responsabilidade pelas consequências dessa medida, segundo diz o documento.

Da Cúpula da OCI participam os representantes de 48 países, entre eles 16 são apresentados pelos líderes dos Estados.

Na semana passada, o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou que seu país reconhece a cidade de Jerusalém como capital de Israel e autorizou a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém.

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A decisão dos EUA foi aprovada por Israel, mas causou reações negativas de vários países, principalmente do Oriente Médio. A indignação dos palestinos com a medida resultou em apelos a uma "terceira intifada", inúmeros protestos, confrontos armados e ataques de mísseis na Cisjordânia.

O estatuto da cidade se tornou um dos problemas centrais do conflito palestino-israelense. Israel chama a cidade de sua capital "única e indivisível". A Palestina, por sua parte, considera como sua capital a parte oriental de Jerusalém, que passou a ser controlada por Israel em resultado da Guerra dos Seis Dias de 1967. A comunidade internacional não reconhece a ocupação da cidade por parte de Israel e insiste em resolver a disputa através de um acordo entra a Palestina e Israel.

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