Erdogan chama Israel de 'Estado terrorista' que 'mata crianças'

© REUTERS / Osman OrsalManifestantes com bandeiras turcas e palestinas protestando contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, em Istanbul, Turquia, 10 de dezembro de 2017
Manifestantes com bandeiras turcas e palestinas protestando contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, em Istanbul, Turquia, 10 de dezembro de 2017 - Sputnik Brasil
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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou Israel, chamando o país de "Estado terrorista". O líder turco também prometeu usar "todos os meios" para lutar contra o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo informa o RT.

"A Palestina é uma vítima inocente […] e Israel é um Estado terrorista […] Não deixaremos Jerusalém à mercê de um Estado que mata crianças", disse Erdogan em uma reunião no domingo (10) do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), governista, realizada na cidade turca de Sivas.

O líder turco afirmou que Israel é um "Estado opressor" e qualificou de "desproporcionada" a resposta da polícia e das Forças Armadas israelenses aos protestos em Jerusalém e Cisjordânia, que já causaram várias mortes e mais de mil feridos. No sábado (9), as forças de segurança israelenses utilizaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água contra os manifestantes.

"Os EUA ignoraram a resolução do Conselho de Segurança da ONU de 1980 em relação a Jerusalém que os próprios EUA assinaram […] Um sistema em que se considera que o mais forte tem razão não pode criar justiça, paz e estabilidade", afirmou Erdogan, citado pelo RT, acrescentando que a posição dos EUA poderá provocar mais tragédias.

Israel's Prime Minister Benjamin Netanyahu briefs the media next to European Union foreign policy chief Federica Mogherini (unseen) at the European Council in Brussels, Belgium December 11, 2017 - Sputnik Brasil
Netanyahu: decisão de Trump sobre Jerusalém é reconhecimento da realidade
Em resposta às afirmações de Erdogan, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou que não está "acostumado a receber lições de moralidade de um líder que bombardeia povoações curdas na Turquia e prende jornalistas".

O reconhecimento de Jerusalém por parte dos EUA causou uma onda de protestos e indignação, tendo sido condenado não apenas por países que se opõem à política exterior norte-americana, mas também por aliados tradicionais de Washington no Oriente Médio e por muitos outros países. A Liga Árabe e o Conselho de Segurança da ONU também condenaram a decisão.

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