Rebeldes houthis vão 'naufragar navios de guerra' sauditas caso Riad não abra suas portas

© AFP 2022 / Mohammed HUWAISMilitantes houthis recém-recrutados na capital iemenita Sanaa mobilizando mais combatentes para lutar contra as forças pró-governo em várias cidades do Iêmen, janeiro de 2017
Militantes houthis recém-recrutados na capital iemenita Sanaa mobilizando mais combatentes para lutar contra as forças pró-governo em várias cidades do Iêmen, janeiro de 2017 - Sputnik Brasil
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Rebeldes houthis iemenitas ameaçaram naufragar navios de guerra e de petróleo da Arábia Saudita se Riad não levantar o seu bloqueio que põe em risco a vida de milhões no país mergulhado em guerra.

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"Os navios de guerra e de petróleo do agressor e os seus movimentos não ficarão imunes ao fogo das forças navais iemenitas se forem dirigidas pela liderança sênior", o canal Al-Masirah citou a guarda costeira e naval no domingo (13).

Anteriormente, o porta-voz do governo rebelde, brigadeiro-general Sharaf Ghalib Luqman, disse que "os crimes de agressão sistemáticos" e "fechamento dos portos" obrigam as forças houthis "a mirar em todas as fontes de financiamento" do agressor. Ele adicionou que o país está pronto para "responder à elevação da agressão dos EUA e Arábia Saudita em breve".

A ameaça veio depois da reunião dos líderes da guarda naval, costeira e de defesa com o major-general Yousef al-Madani no sábado (14). No mesmo dia, o líder houthi Abdel-Malek al-Houthi postou no Facebook dizendo que "a navegação internacional permanecerá segura como antes", salientando que "somente os que atacam nosso país" serão postos na mira.

Na semana passada, a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita anunciou o fechamento temporário de todas as passagens terrestres na fronteira iemenita, bem como os portos aéreos e navais em resposta ao míssil balístico lançado contra Riad em 5 de novembro.

​Depois do fechamento, alguns órgãos da ONU expressaram preocupação com o destino dos civis no país, onde cerca de sete milhões de pessoas estão passando fome, enquanto outros dependem de assistência humanitária em meio à epidemia de cólera mortal. Cerca de 90% das necessidades diárias dos iemenitas são supridas pela ajuda humanitária.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, avisou que o bloqueio saudita "tem um impacto extremamente negativo na situação que já pode ser caraterizada como catastrófica".

A coalizão da Arábia Saudita tem efetuado missão militar contra os rebeldes houthis xiitas no Iêmen desde 2015. De acordo com estatísticas da ONU, o conflito de três anos já levou à morte de mais de 5 mil civis.

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