Opinião: 'Trump não se decide sobre como tratar a China'

© REUTERS / Jonathan ErnstUS President Donald Trump and China's President Xi Jinping leave after an opera performance at the Forbidden City in Beijing, China, November 8, 2017.
US President Donald Trump and China's President Xi Jinping leave after an opera performance at the Forbidden City in Beijing, China, November 8, 2017. - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarcou na China e foi recebido por crianças acenando bandeiras chinesas e americanas.

A visita foi vista como uma "mistura altamente coreografada de artesanato" de acordo com a NPR, mas nem todos ficaram conformados com as aparências.

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Para a autora do livro "The US vs China: New Cold War in Asia" (Os EUA vs China: A nova Guerra Fria na Ásia), Jude Woodward, a China demonstra querer estabilidade e calma" nas suas relações com os EUA. A questão aqui está com o presidente americano.

Falando para a Rádio Sputnik a autor analisa que "Trump não consegue decidir se ele está interessado em um relacionamento estabelecido e estável com a China ou se quer aquecer as coisas ".

Woodward não está sozinha em sua opinião.

"Eu acho que a abordagem da Trump com a China tem sido difícil de discernir", disse o analista político, Ajit Singh à Sputnik. "Quando foi eleito, ele aceitou um telefonema da líder de Taiwan, um tipo de ato agressivo insultante em relação à China".

© REUTERS / Damir SagoljUma bandeira dos EUA flutua em frente a um retrato do ex-presidente chinês, Mao Tsé-Tung, no portão da Praça da Paz Celestial durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump a Pequim, 8 de novembro de 2017.
Uma bandeira dos EUA flutua em frente a um retrato do ex-presidente chinês, Mao Tsé-Tung, no portão da Praça da Paz Celestial durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump a Pequim, 8 de novembro de 2017. - Sputnik Brasil
Uma bandeira dos EUA flutua em frente a um retrato do ex-presidente chinês, Mao Tsé-Tung, no portão da Praça da Paz Celestial durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump a Pequim, 8 de novembro de 2017.

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E então há a questão da Coreia do Norte, que desempenha um papel importante na forma como Washington e Pequim trabalham juntos. Trump, que apenas na terça-feira disse que ainda havia uma chance de "fazer um acordo" com a Coreia do Norte, deu uma guinada no discurso perante a Assembleia Sul-coreana "demonizando a Coreia do Norte", recorda o analista.

Apesar do apaixonado apelo de Trump para as armas, Singh diz que não há muita chance de que a China concorde em cortar todos os laços com o Pyongyang.

"Eu acho que a China vai manter uma firmeza na ideia de que, enquanto se opõe aos desenvolvimentos de armas nucleares que a Coreia do Norte está buscando, não quer demonizar o país da mesma maneira", afirma.

Para Singh, não há chances de que Pequim esteja disposta a "se engajar em sanções excessivamente brutais ou ameaçadoras para o sustento [dos norte-coreanos] apenas porque os Estados Unidos exigem isso".

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