Muito pode ser feito antes de guerra contra Coreia do Norte, diz embaixador sul-coreano

© flickr.com / Agência de Defesa contra Mísseis (ADM) dos EUADois sistemas de THAAD são lançados durante um teste de interceptação bem sucedido.
Dois sistemas de THAAD são lançados durante um teste de interceptação bem sucedido. - Sputnik Brasil
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O embaixador sul-coreano Ahn Ho-young afirmou nesta terça-feira que muito pode ser feito antes de que ecloda um conflito militar contra a Coreia do Norte, e que funcionários dos Estados Unidos sabem muito bem disso, informou a agência Yonhap.

Em uma conversa com uma delegação da Assembleia Nacional da Coreia do Sul, Ahn destacou que Washington reconheceu que a opção militar é "o último recurso" e que a mensagem de Seul foi repassada "de forma consistente e convincente".

"Funcionários do governo nos Estados Unidos observaram que, enquanto todas as opções estão na mesa, há muitas coisas que podem ser feitas antes de abordar as opções militares", afirmou o embaixador sul-coreano.

As tensões aumentaram nos últimos meses em relação aos programas de armas nucleares e mísseis balísticos da Coreia do Norte, e a troca de retórica belicosa entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a liderança norte-coreana provocaram o temor de uma guerra na península.

"O objetivo da campanha de sanções e pressão da administração Trump é, em última instância, uma solução pacífica para o problema da Coreia do Norte", disse Ahn. "Quer seja o secretário de defesa, James Mattis, ou o secretário de Estado, Rex Tillerson, todos dizem o mesmo".

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O embaixador rejeitou ainda a especulação de uma discórdia na aliança entre Coreia do Sul e EUA na questão da Coreia do Norte, dizendo que Washington não vê a relação bilateral de um único ângulo.

Ahn também prometeu intensificar a pressão sobre a Coreia do Norte, junto com os Estados Unidos, e fazer todo o possível para atrair Pyongyang para conversas de desnuclearização.

Na visita de Trump à Coreia do Sul no próximo mês, Ahn disse que a Casa Branca ainda está no processo de alocar o tempo do presidente entre a Coreia do Sul, Japão e China. Washington anunciou que a Trump conversará com o presidente Moon Jae-in em 7 de novembro, mas não especificou quando planeja desembarcar em Seul.

Os críticos advertem que a Coreia do Norte fará pouco caso da aliança entre Coreia do Sul e EUA, caso se confirme a suspeita de que Trump passará mais tempo em Tóquio do que em Seul.

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