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O que a Austrália fez contra as armas e que pode ajudar os EUA?

© AP Photo / Lisa Marie PaneImagem de um revólver Taurus, de fabricação brasileira
Imagem de um revólver Taurus, de fabricação brasileira - Sputnik Brasil
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O ministro de Relações Exteriores da Austrália disse que o país poderia compartilhar sua experiência de controle de armas com os Estados Unidos, depois do maior massacre na história moderna dos EUA ter custado a vida de 59 pessoas.

"O que podemos fazer é relacionar nossa experiência", disse a ministra australiana de Relações Exteriores, Julie Bishop, em uma entrevista à estação de rádio 2GB nesta terça-feira. Ela estava respondendo a pergunta do anfitrião se o país pode oferecer qualquer conselho para os EUA sobre o controle de armas referindo-se às conquistas domésticas da Austrália sobre o assunto.

A ministra opinou que os últimos acontecimentos mortais podem desencadear uma discussão nos EUA, uma vez que diferentes Estados possuem diferentes leis de controle de armas.

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Há mais de 20 anos, a Austrália teve que enfrentar a questão do controle de armas quando encarou um episódio de violência mortal. Em 1996, um homem usou armas semi-automáticas para matar 35 pessoas, ferindo ainda mais de 20 outras.

Após o trágico acontecimento, o governo australiano introduziu leis de armas mais duras, inclusas no Acordo Nacional de Armas de Incêndio, que proíbe armas semi-automáticas e automáticas, lançando ainda um esquema de recompra nacional.

A recompra ofereceu compensação financeira aos proprietários de armas que as entregaram, e cerca de 700 mil armas foram posteriormente destruídas pelo governo devido à medida.

A Austrália não sofreu um tiroteio em massa desde então.

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Além disso, a recente anistia nacional do país obteve mais 28.000 armas e a cifra poderia aumentar para 30.000, de acordo com o site Business Insider.

"Podemos compartilhar nossa experiência que tivemos no passado, mas cabe aos formuladores de políticas, aos legisladores, ao público norte-americano abordar essa questão", disse Bishop.

A Austrália está "profundamente chocada e triste" pela tragédia em Las Vegas, de acordo com a ministra, e as autoridades ainda estão checando informações para ver se havia cidadãos australianos entre as vítimas.

O tiroteio de massa mais mortal na história moderna dos EUA deixou 59 mortos e mais de 500 feridos. O Daesh chegou a reivindicar a responsabilidade pelo ataque, o que foi descartado até o momento pelas autoridades estadunidenses. O suspeito pelos disparos, Stephen Paddock, de 64 anos, teria agido sozinho, mas as causas estão sendo investigadas.

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