Obama considera 'cruel' decisão de Trump de destruir seu programa de imigração

© REUTERS / JOHN GRESSBarack Obama durante seu último discurso no cargo presidencial no Palácio de McCormick em Chicago, 11 de janeiro de 2017
Barack Obama durante seu último discurso no cargo presidencial no Palácio de McCormick em Chicago, 11 de janeiro de 2017 - Sputnik Brasil
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O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama se manifestou com pesar sobre a decisão do atual chefe de Estado, Donald Trump, de acabar com um dos principais programas da antiga administração, que tratava de imigrantes ilegais.

Nesta terça-feira, 5, a Casa Branca revogou o programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), criado por Obama em 2012, que impedia a deportação de centenas de milhares de imigrantes que chegaram aos Estados Unidos ainda crianças. Segundo Trump, no lugar do DACA, seu governo fará reformas reais e justas no sistema de imigração, fortalecendo a segurança nacional e melhorando a vida dos cidadãos americanos. 

"A imigração pode ser um tema controverso. Todos queremos fronteiras seguras e uma economia dinâmica, e as pessoas de boa vontade podem ter desentendimentos legítimos sobre como consertar nosso sistema de imigração para que todos joguem segundo regras. Mas não é sobre isso a ação tomada hoje pela Casa Branca", escreveu o ex-presidente, explicando que a única coisa que diferencia muitos dos cidadãos beneficiados pelo seu programa dos demais americanos é um papel, um documento dizendo que eles também são americanos. 

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Segundo Obama, a decisão tomada por Trump foi política, mas também uma questão de moral. Para ele, independente das preocupações dos norte-americanos com a imigração, é errado ameaçar o futuro de jovens que estão no país porque foram levados para lá por seus responsáveis e que, de forma alguma, apresentam riscos para aqueles que nasceram em solo americano. 

"Atingir esses jovens é errado, porque eles não fizeram nada de errado. É autodestrutivo, porque eles querem começar novos negócios, trabalhar em nossos laboratórios, servir em nossas forças militares e, de outra forma, contribuir para o país que amamos. E é cruel", afirmou. "Por último, trata-se de decência básica. É sobre se somos um povo que chuta jovens trabalhadores esperançosos da América ou se os tratamos da maneira que queremos que nossos próprios filhos sejam tratados. É sobre quem somos como pessoas e quem queremos ser."

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