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Estes peixinhos ajudam a melhorar quadro de câncer colorretal

© AP Photo / Steven SenneUm peixe zebra em um hospital de crianças de Boston, em 14 de agosto de 2017
Um peixe zebra em um hospital de crianças de Boston, em 14 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil
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Um grupo de pesquisa liderado por Rita Fior, da portuguesa Fundação Champalimaud, decidiu trocar os ratos por peixes e deu uma aceleração nos testes de eficácia de um tratamento do câncer colorretal que dá meses de vantagem aos pacientes.

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Um câncer é sempre difícil de tratar. Uma das dificuldades principais tem a ver com o fato de cada tumor ser diferente: uma pessoa com câncer colorretal pode apresentar um quadro diferente de outra pessoa com câncer colorretal, mesmo se o grau e o período da doença sejam idênticos. Isso resulta em que duas pessoas que padecem desta doença reagem diferentemente a tratamentos idênticos.

É para isso que os cientistas testam primeiro os tratamentos escolhidos em animais para saber como o paciente vai reagir. O animal padrão sempre tem sido o rato. Agora, a equipe liderada pela doutora Rita Fior optou por peixes-zebra – e parece que deu certo. Os resultados da pesquisa, publicados na revista PNAS, indicam que os peixes-zebra são capazes de mostrar uma reação ao tratamento usado no prazo de quatro dias.

A Sputnik Brasil contatou a pesquisadora e teve a possibilidade de comprovar estas informações:

"Os ratos demoram meses – os pacientes não têm meses para esperar pelo resultado – o ensaio que desenvolvemos demora 3 semanas no total. Ou seja, é possível ter um resultado no tempo de espera – enquanto as pessoas estão a fazer os exames, etc. Também faríamos este teste para ajudar o oncologista a decidir o melhor tratamento para aquele doente em particular", disse Rita Fior.

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Contudo, este resultado não significa uma vitória total sobre o câncer.

"Não, os nossos resultados mostram que poderá ser possível testar para cada pessoa – as células do seu cancro [câncer] primeiro – antes de começar o tratamento para ver qual a melhor terapia – ou seja, qual a melhor quimioterapia para o tumor de cada pessoa. Por exemplo, há várias opções e os doentes tomam uma delas – se não funcionar, passam para a outra e assim sucessivamente – como sabe todas a terapias anti-cancro têm 'side effects' [efeitos colaterais] muito tóxicos. Esperamos que no futuro se consiga acertar à primeira na melhor terapia – testando primeiro as opções", disse a doutora Fior.

Trocar o animal comum por um outro pode ser difícil, mas resulta ainda menos caro. "O modelo de peixe é muito mais barato que os ratinhos", insiste a pesquisadora, indicando que o próximo passo da pesquisa será "testar a predictability do ensaio – ou seja com muitos doentes teremos que ver se conseguimos antecipar qual será a resposta aos tratamentos".

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