Que efeito terão sanções petrolíferas norte-americanas contra Venezuela no mercado global?

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As sanções petrolíferas que os EUA preveem implementar contra a Venezuela ameaçam o mercado de petróleo global, disse o embaixador da Venezuela na Organização da Nações Unidas, Rafael Ramírez.

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"Estão pensando [os EUA] em sanções econômicas, mas têm de pensar bem, porque a Venezuela é muito importante no equilíbrio do mercado mundial de petróleo e eles pretendem ir contra nossos fornecimentos de petróleo, mas estamos preparados, porque desde 2015 nós lançámos um processo de diversificação e nossos produtos poderão ser fornecidos a outros mercados", disse ele.

Rafael Ramírez fez essas declarações na noite de quarta-feira (23) durante um contato com a emissora Venezolana de Televisión (VTV), onde ele disse que o setor da refinação dos EUA emitiu um comunicado expressando preocupação.

"Estão muito preocupados porque, com certeza, as sanções provocariam uma escassez do tipo de petróleo que vende a Venezuela ao sistema refinador no golfo do México e ao leste dos EUA", sublinhou.

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Mais do que isso, segundo Ramírez, as recentes ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre uma possível invasão militar da Venezuela carecem de legalidade.

"EUA estão atuando à margem da lei internacional. Estão atuando com prepotência, com violência, porque ao impor sanções contra altos funcionários do Estado, incluindo contra o presidente [Nicolás Maduro], os EUA querem de alguma maneira deslegitimar nossas instituições, deslegitimar o Estado venezuelano", explicou.

Os Estados Unidos informaram na semana passada que pretendem usar todo seu poder diplomático e econômico para enfrentar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cujo regime foi classificado pelo Departamento de Estado norte-americano como "uma ditadura autoritária".

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