Seria Irã novo alvo do Daesh?

© AFP 2022 / ATTA KENARETeerã
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Cientista político Mani Mehrabi explica por que o Irã se tornou o alvo do Daesh e como o país conseguirá lidar com esta ameaça.

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Nas últimas duas semanas, o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) publicou dois vídeos horríveis de propaganda endereçados às autoridades iranianas. No primeiro, um rapaz vestido com uniforme militar decapita um "espião". O terrorista fala persa e ameaça a parte xiita do povo iraniano, dizendo que "nós eliminaremos a sua terra e sua casa, violaremos a sua segurança e derramaremos seu sangue". Ao mesmo tempo, a parte sunita é invocada no vídeo para se juntar ao jihad.

No segundo vídeo, intitulado como "queima de zoroastriano", os terroristas do Daesh em persa apelam a todos os cidadãos do Irã, que não podem se juntar ao jihad na Síria e no Iraque, para começarem a lutar em seu país.

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O cientista político e membro do Conselho Científico do Centro de Estudos Internacionais de Teerã, Mani Mehrabi, explicou à Sputnik Persa por que nos últimos tempos o Irã se tornou o alvo principal do Daesh e como o país pode confrontar os jihadistas.

"No Irã sempre existiu ameaça terrorista por motivos geopolíticos, bem como devido aos confrontos entre o wahabismo, xiismo da Al-Qaeda e outros. A ameaça permanecerá. Depois da Revolução Iraniana, no país havia um tipo de terrorismo, agora há outro. Por exemplo, no último ataque terrorista em Teerã participaram todos os grupos terroristas. Os seus coordenadores foram os países inimigos. Em primeiro lugar, a Arábia Saudita. Mas é pouco provável que se repita. Entretanto, o nosso governo leva a sério essa ameaça e está tomando todas as medidas para que não volte a acontecer", disse cientista político.

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"Para criar um clima de terror na nossa sociedade, o Daesh está espalhando diferentes tipos de mensagens, mas elas não causam influência nos nossos funcionários civis, como influenciaram na Europa e nos EUA. Nossa sociedade, coesa pela ideologia islâmica, não cede às ameaças. Sabemos que as nossas Forças Armadas têm potencial suficiente para defender o nosso país e região", ressaltou o especialista.

As pessoas têm certeza que o ataque terrorista não será repetido e o Daesh não atingirá suas metas no nosso território, acrescentou.

De acordo com Mani Mehrabi, o ataque de mísseis à cidade síria de Deir ez-Zor foi uma resposta ao ataque terrorista e tinha dois lados – psicológico e militar. "Acho que o lado psicológico foi mais importante. No ataque, o Irã demonstrou pela primeira vez o poder dos seus mísseis e desta forma avisou aos seus inimigos na região que se eles decidirem repetir o ataque em terra iraniana, eles receberão uma resposta devastadora. Mas não acho que o Irã vá demonstrar poder aos outros países para prevenir essas ações", sublinhou ele.

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