Procuradora-Geral da Venezuela alerta para 'risco de totalitarismo' no país após eleições

© AP PhotoA demonstrator holds up a miniature copy of Venezuela's constitution in front of the nation's flag at a government rally in Caracas, Venezuela, Tuesday, April 13, 2004.
A demonstrator holds up a miniature copy of Venezuela's constitution in front of the nation's flag at a government rally in Caracas, Venezuela, Tuesday, April 13, 2004. - Sputnik Brasil
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A Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Diaz, disse no sábado que as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, previstas para este domingo, representam riscos de estabelecimento de um regime totalitário no país.

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A Venezuela realizará escolhe neste domingo os representantes de um novo órgão legislativo composto por 545 membros que reescreverão a Constituição, mesmo com um plebiscito realizado no dia 16 de julho ter pedido o interrompimento do processo. A oposição afirma que o voto neste domingo pode ser outra tentativa do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de ignorar o Parlamento controlado por oposicionistas da Mesa da Unidade Democrática.

"Neste domingo, será decidido se o país continuará a existir como uma república ou se um sistema pessoal e totalitário será estabelecido", disse Ortega Diaz, citada pela publicação El Universal.

Na terça-feira, Ortega Diaz disse que as autoridades do país haviam violado a Constituição em meio a uma crise política e protestos de rua e classificou os juízes do Supremo Tribunal de "principais usurpadores do poder".

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A própria Ortega Diaz está atualmente em julgamento, suspeita de cometer ações ilegais no desempenho de suas funções. Ela teve proibida a saída do país e a transferência de propriedade para o gerenciamento de terceiros. Todas as suas contas estão congeladas. Os problemas da Procuradora-Geral começaram depois que ela se opôs às ações das autoridades, em especial o movimento pela Constituinte de Maduro.

O país vive sob intensos quatro meses de protestos violentos que desde abril já causaram a morte de mais de 110 pessoas. A agitação se iniciou quando o Supremo Tribunal de Justiça venezuelano tentou absorver os poderes legislativos da Assembleia Nacional controlada pela oposição.

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