Rússia comemora decisão canadense de revogar cidadania de ex-nazista

© REUTERS / Alexander Zemlianichenko/PoolEm 22 de junho de 2016, 75 anos depois do início da ofensiva nazista contra a URSS e início da Grande Guerra pela Pátria, o presidente russo Vladimir Putin depositou flores no memorial que ronda o Kremlin de Moscou
Em 22 de junho de 2016, 75 anos depois do início da ofensiva nazista contra a URSS e início da Grande Guerra pela Pátria, o presidente russo Vladimir Putin depositou flores no memorial que ronda o Kremlin de Moscou - Sputnik Brasil
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A Embaixada da Rússia no Canadá elogiou a decisão do governo canadense de revogar a cidadania de Helmut Oberlander, nazista que, nos anos 1940, serviu em uma unidade das Schutzstaffel (SS) responsável por execuções em massa de judeus e prisioneiros de guerra da União Soviética.

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"A decisão do governo canadense de retirar a cidadania do ex-membro do esquadrão da morte nazista Helmut Oberlander é um passo bem-vindo, embora muito atrasado. Esperamos que isso não seja em vão, como quase todas as tentativas anteriores de processar nazistas e colaboradores, tal qual Vladimir Katriuk, que encontrou o paraíso no Canadá depois da Segunda Guerra Mundial", afirmou a representação diplomática russa em comunicado.

Essa é a quarta vez, desde 1995, que o governo do Canadá revoga a cidadania do ex-soldado da SS, afirmando que ele não informou sobre os serviços prestados às tropas da Alemanha durante a Segunda Guerra quando se mudou para o país, em 1954. Mas seus advogados já anunciaram que irão tentar reverter a decisão do gabinete do primeiro-ministro Justin Trudeau na Justiça, que, nos casos anteriores, considerou insuficientes as provas sobre o envolvimento direto do réu em crimes de guerra, explicando que a culpa por associação não era o bastante para desnaturalizá-lo e deportá-lo. 

Oberlander, que nasceu na Ucrânia em uma família de origem alemã, foi recrutado pelos Einsatzgruppen da SS em 1941, aos 17 anos, para trabalhar como intérprete durante a ocupação do território soviético pelos nazistas, sendo transferido depois para a infantaria do exército. Em 1944, conseguiu a cidadania alemã e, 16 anos depois, a canadense. Segundo sua defesa, ele foi forçado a colaborar com os alemães na época, mas nunca participou de crimes de guerra ou acreditou na ideologia nazista. 

"Como o país que fez o maior sacrifício — 27 milhões de vidas perdidas para derrotar o nazismo —, vamos monitorar de perto Oberlander e outros casos parecidos", destacou o serviço de imprensa da Embaixada da Rússia no Canadá. 

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