Maduro concorda com referendo da oposição sobre validade da Assembleia Constituinte

© AFP 2022 / INTI OCONPresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala e gesticula durante um encontro com o Comitê Executivo do Foro de São Paulo em 11 de janeiro de 2017
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala e gesticula durante um encontro com o Comitê Executivo do Foro de São Paulo em 11 de janeiro de 2017 - Sputnik Brasil
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, concordou com o referendo da oposição, que acontecerá no domingo, e exortou os nacionais a participarem pacificamente ao evento em meio à crise política em curso no país.

O referendo da oposição questionará a legitimidade da Assembleia Nacional Constituinte, chamada por Maduro e a necessidade das eleições na Venezuela. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral do país disse que os resultados do referendo não terão força legal, pois apenas as autoridades eleitorais têm o direito de realizar tais eventos. A oposição, em resposta, referiu-se ao artigo 71 da Constituição, que permite a realização de pesquisas consultivas.

"Por favor, realize o seu referendo interno dos partidos de direita, muito bem, mas exorto os venezuelanos a participarem pacificamente nos eventos políticos planejados, com respeito às ideias e à paz", disse Maduro no sábado, conforme citado pelo NTN24.

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O presidente instou os cidadãos venezuelanos a participar do ensaio de eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, que ocorrerá paralelamente ao referendo da oposição.

"Não permitiremos qualquer interferência externa nos assuntos da Venezuela, estamos prontos para defender a pátria do imperialismo, nada impedirá que as eleições para a assembleia constituinte aconteçam", disse Maduro, citado pelo radiodifusor.

A Venezuela tem experimentado um período de instabilidade política há muito tempo por causa da drástica situação econômica no país. Os protestos mais recentes entraram em erupção em abril, depois que o Supremo Tribunal do país tentou assumir os poderes legislativos da Assembleia Nacional controlada pela oposição. O Tribunal reverteu a decisão, mas o passo não interrompeu as manifestações em massa.

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