Emirados Árabes estaria por trás de ataque hacker que gerou crise diplomática com Qatar

© AFP 2022 / FAYEZ NURELDINE Abdullah bin Zayed al Nahyan, ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos
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Os ataques de hackers à agência de notícias qatari que mais tarde provocaram a crise diplomática entre Doha e vários estados árabes foram planejados pelos Emirados Árabes Unidos, informou o Washington Post, citando funcionários da inteligência dos EUA.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e vários outros países cortaram os laços diplomáticos com o Qatar em junho, uma semana após a Cúpula Árabe Islâmica Americana em Riade, quando a agência oficial de notícias qatari publicou um discurso em nome da Emir do país em apoio ao Irã. O Ministério das Relações Exteriores do país  disse à época que o site da agência  havia sido invadido, que o discurso foi publicado por hackers e não refletia a visão do líder do país.

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A inteligência dos EUA teria descoberto sobre o envolvimento dos Emirados Árabes Unidos depois de analisar a informação obtida que os altos funcionários dos Emirados Árabes Unidos alegadamente discutiram o plano de hackear a mídia do Qatar em 23 de maio, um dia antes do ataque. Não está claro se Abu Dhabi realizou os próprios ataques ou recrutou terceiros, de acordo com o jornal.

Autoridades dos Emirados, em resposta ao artigo do jornal, refutaram as alegações e disseram que a reportagem é falsa.

"Os Emirados Árabes Unidos não tiveram qualquer papel na supracitada invasão descrita no artigo… O que é verdade é o comportamento do Qatar. Financiando, apoiando e capacitando extremistas do Talibã, Hamas [organizações terroristas, proibidas na Rússia] e Qadafi. Incitando a violência, incentivando a radicalização e prejudicando a estabilidade de seus vizinhos", disse o embaixador dos Emirados Árabes Unidos nos Estados Unidos, Yousef al-Otaiba, como citado pelo jornal.

No final de junho, o Kuwait, como mediador da crise, entregou ao Qatar o ultimato dos quatro estados árabes com 13 demandas, incluindo os pedidos de relações severas de Doha com Teerã, o fechamento da base militar da Turquia no país e o encerramento do canal de notícias Al-Jazeera. Em resposta, o Qatar afirmou que a lista era impraticável e suplantava sua soberania.

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