Presidente filipino é criticado por deixar soldados violarem 'até três mulheres'

© REUTERS / CZAR DANCELO presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, no aeroporto internacional Ninoy Aquino em 13 de dezembro
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, no aeroporto internacional Ninoy Aquino em 13 de dezembro - Sputnik Brasil
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O presidente filipino Rodrigo Duterte foi criticado por fazer uma piada durante um discurso sobre possíveis abusos cometidos ao abrigo da lei marcial.

"Se vocês falharem, eu falharei, mas por esta lei marcial e as consequências da lei marcial e as ramificações da lei marcial, eu e somente eu serei o responsável. Apenas façam seu trabalho, que vou cuidar do resto", disse Duterte na sexta-feira (26).

"Eu mesmo vou os encarcerar", disse ele, se referindo a qualquer soldado que cometa violações, e brincou: "Se vocês tiverem violado três [mulheres], eu admitirei que isso foi mim".

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O comentário provocou críticas nas mídias sociais. Chelsea Clinton, filha do ex-presidente norte-americano Bill Clinton e da candidata presidencial Hillary Clinton, chamou Duterte de "um bandido assassino sem respeito pelos direitos humanos".

Por sua vez, Phelim Kine, vice-diretor da Human Rights Watch, descreveu o comentário do presidente como uma "chocante" tentativa de humor que envia uma mensagem equívoca aos soldados.

Não foi a primeira vez que Duterte faz uma piada sobre estupro. Ele causou indignação na véspera da vitória na eleição presidencial no ano passado, quando lembrou um tumulto numa prisão em 1989, no qual uma missionária australiana foi morta e os presos se alinharam para a estuprar.

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Duterte disse que a vítima era linda e, sendo o prefeito da cidade de Davao, onde o tumulto ocorreu, ele deveria ter sido o primeiro na fila. Mais tarde ele se desculpou e disse que não pretendia desrespeitar as mulheres ou as vítimas de estupro.

Na terça-feira (23), o presidente filipino introduziu a lei marcial na província de Mindanao depois dos confrontos entre o exército e um grupo terrorista que apoia o Daesh. Durante a operação foram eliminados 13 terroristas na cidade de Marawi, no sul do país.

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