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Rússia ocupa 3º lugar entre países com maiores gastos militares

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Demonstração do tanque T-14 Armata - Sputnik Brasil
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EUA, China e Rússia lideram a lista dos países com as maiores despesas militares. Já em países exportadores de petróleo, os gastos militares foram diminuídos, informa o Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI, sigla em inglês).

O centro analítico SIPRI foi fundado em 1966 e realiza pesquisas nas áreas de conflitos mundiais e assuntos de controle de armamento e desarmamento.

Para criação da lista, o SIPRI levou em consideração as despesas governamentais com as forças armadas e ações na área.

Os EUA crescem 

De acordo com os dados do SIPRI, as despesas militares dos EUA, país que lidera a lista há uns anos, aumentaram depois de cinco anos de estabilidade. Em 2016, Washington foi responsável por 36% das despesas militares mundiais.  

A segunda posição é ocupada pela China – 13%. Na terceira posição está a Rússia – com 4,1%, ultrapassando a Arábia Saudita (3,8%).

Um grande crescimento foi notado na Índia, que pulou da sétima para a quinta posição, totalizando 3,3% de todo os gastos militares do mundo.

Os especialistas do SIPRI constatam que o crescimento das despesas militares no mundo continua aumentando. Em 2016, atingiram 1.686 bilhões de dólares (0,4% a mais do que em 2015 ou 2,2% do PIB mundial). 

Segundo o relatório, o crescimento das despesas na área militar continua nos países da Ásia e Oceania, na Europa Ocidental, Oriental e Central, na América do Norte e África do Norte. Desde 2010 tal crescimento não era percebido na América do Norte.

Quem economiza 

Segundo o SIPRI, despesas militares foram cortadas nos países do Oriente Próximo e do Caribe, bem como em vários países da África, América Central e da América do Sul.

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Especialistas notaram outra tendência – diminuição das despesas militares em países exportadores de petróleo. Dentre eles: Arábia Saudita, Venezuela, Sudão do Sul, Azerbaijão e Iraque. De acordo com o centro de pesquisa SIPRI, a causa está ligada à queda das vendas da matéria-prima.

Os autores da pesquisa acrescentaram que países ricos em petróleo, que poderiam ultrapassar a diminuição das vendas de petróleo, continuam crescendo suas despesas na área militar. Neste grupo entram Argélia, Irã, Kuwait e Noruega.

Trump aumenta despesas

Em março, foi divulgado o desejo dos EUA de investir mais dinheiro na Defesa. Assim, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou ao Congresso 639 bilhões de dólares para as necessidades do Pentágono.  

"No projeto do orçamento de 2018 para o Ministério da Defesa, foi solicitado 639 bilhões de dólares, ou seja, 52 bilhões a mais do que o solicitado em 2017", trata-se do projeto federal dos orçamentos dos EUA no ano de 2018. 

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No documento foi escrito que “planeja-se elevar para 574 bilhões de dólares o valor do orçamento básico do departamento, ou seja, em 10% a mais” do que os indicadores de 2017. Além da soma exorbitante, 56 bilhões de dólares foram solicitados por Trump para gastar em operações militares fora do país. 

Ao mesmo tempo, Trump cortou um quarto do orçamento do Departamento de Estado. Os militares americanos apoiaram a posição do presidente. No início de abril, o chefe do Quartel Estratégico das Forças Armadas dos EUA (STRATCOM), general John Hyten, criticou os membros do Congresso, afirmando que o país norte-americano “não consegue se proteger” dos mísseis de cruzeiro russos de baseamento terrestre.

De acordo com especialistas, há grandes chances de o Congresso aprovar a solicitação do novo presidente norte-americano Trump. Segundo Nikolai Shlyamin, líder do movimento social “Unido frente à juventude”, a iniciativa de Trump “toca as cordas da alma americana”. 

"Em primeiro lugar, trata-se do renascimento da potência militar e investimento da indústria da defesa. Levando em consideração a política externa que EUA coordenavam e a reação no país, o orçamento pode ser aprovado sem problemas", disse Nikolai Shlyamin ao serviço russo da Rádio Sputnik.

OTAN não vai ficar de fora

Os países da OTAN também não vão ficar de fora. Trump declarou várias vezes que as regras devem ser cumpridas: cada membro da aliança deve destinar no mínimo 2% de seu orçamento para as necessidades da defesa.

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No encontro da Aliança, realizado no País de Gales em 2014, todos os participantes se comprometeram em dez anos aumentar as despesas da defesa até que os padrões da OTAN sejam alcançados. Mas antes da posse de Trump apensas cinco países cumpriram o prometido — EUA, Grã-Bretanha, Grécia, Polônia e Estônia. 

Mídias informaram que as “questões de dinheiro” se tornaram assunto-chave no encontro de Trump com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O líder norte-americano, aproveitando a situação, entregou para Merkel a “conta” de 375 bilhões de dólares – dívida de Berlim com EUA pelo apoio da OTAN, de acordo com informações de jornalistas. 

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