Ex-general da OTAN: sem Assad, a guerra contra o Daesh será perdida na Síria

© Sputnik / Andrey Stenin / Abrir o banco de imagensProtesto de apoio ao presidente sírio Bashar Assad
Protesto de apoio ao presidente sírio Bashar Assad - Sputnik Brasil
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Ex-presidente do comitê militar da OTAN e ex-inspetor-geral das Forças Armadas da Alemanha, Harald Kujat, declarou que, se o presidente da Síria, Bashar Assad, deixar o seu cargo, a guerra contra o grupo terroristas Daesh será perdida.

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Em uma conversa durante um popular talk-show alemão, Talk im Hangar-7, Kujat explicou que tudo dependerá de quando e sob quais condições Assad deixará o cargo.

"A questão é saber o que acontecerá no dim. Se todos estiverem convictos de que, mais cedo ou mais tarde, Assad será responsabilizado, então ele não desempenhará nenhum papel nas novas eleições ou no processo de paz. O momento mais decisivo hoje, porém, é saber que, se Assad sair agora, o exército sírio se desintegrará e não haverá mais forças em terra, capazes de derrotar Daesh", disse o ex-general.

O militar destacou que muitos países exigem a saída do presidente sírio, mas não apresentam soluções concretas.

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"Sempre nós dizem que Assad deve sair. Isso está claro, mas eu gostaria de saber exatamente quando isso deve acontecer. Aliás, o G-7 também fala que Assad deve sair, mas não diz mais nada além disso", reclamou Kujat. 

Segundo o ex-general da OTAN, a única forma de promover o processo de paz na Síria é um acordo entre todas as partes interessadas nisso.

Nesta quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, durante a coletiva de imprensa com o seu colega russo, Sergei Lavrov, declarou que a posição oficial dos EUA sobre a Síria contempla o fim do regime de Bashar Assad.

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