Opinião: 'Ação militar dos EUA na Síria pode desestabilizar ainda mais o Oriente Médio'

© AP Photo / U.S. NavyIn this image provided by the U.S. Navy, the guided-missile destroyer USS Porter (DDG 78) launches a tomahawk land attack missile in the Mediterranean Sea, Friday, April 7, 2017.
In this image provided by the U.S. Navy, the guided-missile destroyer USS Porter (DDG 78) launches a tomahawk land attack missile in the Mediterranean Sea, Friday, April 7, 2017. - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
O ataque súbito do míssil do presidente Donald Trump à Síria na semana passada não foi autorizado e pode agravar o conflito no país e na região em detrimento da paz mundial, informou a Human Rights First em comunicado à imprensa na quinta-feira.

Trump deve apresentar ao Congresso dos EUA uma estratégia clara e abrangente sobre a Síria para garantir que o uso da força seja necessário e autorizado pela legislação internacional e doméstica, observou o comunicado.

"A ação militar precipitada dos Estados Unidos sem a necessária autorização legal desestabilizará ainda mais a Síria e a região e colocará em risco a paz ea segurança internacionais", disse o comunicado.

O USS Destroyer (DDG 78), comandante de mísseis guiados da Marinha dos EUA, conduz operações de ataque enquanto no Mar Mediterrâneo, que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse que era parte do ataque com mísseis de cruzeiro contra a Síria - Sputnik Brasil
Deputada democrata: 'EUA repetem erro do Iraque e da Líbia por lançamento de mísseis'
Além disso, a Human Rights First pediu ao governo Trump que preparasse uma resolução para o Conselho de Segurança da ONU, permitindo o uso de todas as medidas adequadas para prevenir futuros ataques químicos na Síria.

No dia 6 de abril, os Estados Unidos lançaram 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk no aeródromo militar em Ash Sha'irat, na província de Idlib, na Síria. Trump disse que o ataque foi uma resposta ao suposto uso de armas químicas.

O governo sírio negou o uso de armas químicas e afirmou que não possuía tais armas. Em janeiro de 2016, a Organização para a Proibição de Armas Químicas anunciou que havia destruído o arsenal de armas químicas da Síria seguindo um acordo com o governo sírio.

Na quarta-feira, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, realizou uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em Moscou. Na ocasião, os Estados Unidos concordaram em para apoiar uma investigação internacional dos acontecimentos em Idlib.
Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала