Presidente da Colômbia e seu rival deverão explicar pagamentos recebidos da Odebrecht

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O Procurador-Geral da Colômbia interrogará os gestores das campanhas presidenciais de Juan Manuel Santos de 2010 e de 2014, bem como do seu adversário na última disputa política, o direitista Óscar Iván Zuluaga.

“A Promotoria do interrogará os gestores das campanhas, o Sr. Santiago Rojas, Roberto Prieto e David Zuluaga", disse o procurador-geral do país, Nestor Humberto Martinez, de acordo com seu escritório.

O alto funcionário disse que "o processo vai começar esta semana", já que a acusação precisa de "mais informações a recolher, para avaliar a conduta”.

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Assim, Santiago Rojas deve explicar um depósito de 400 mil dólares da Odebrecht em 2010 para imprimir dois milhões de cartazes do então candidato Santos.

Enquanto isso, Prieto, que geriu a campanha de reeleição de Santos em 2014, deve expor a sua versão do alegado recebimento de um milhão de dólares da empresa brasileira, que serviria para financiar a campanha.

Finalmente, David Zuluaga, filho do ex-candidato presidencial Óscar Iván Zuluaga, deve esclarecer se Odebrecht pagou 1,6 milhões de dólares para o publicitário brasileiro Duda Mendonça, para custear os serviços do brasileiro durante a campanha de seu pai, que concorreu com Santos em 2014.

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De acordo com a acusação, a Odebrecht arranjou um encontro entre os gestores da campanha de Zuluaga com Duda Mendonça, que foi realizado no Brasil e contou com a presença do diretor de comunicações da Odebrecht na América Latina, Marcio Polidoro, em 2014.

De acordo com o artigo 27 da Lei 1.475 de 2011, contribuições provenientes do exterior são proibidas em campanhas eleitorais colombianas.

Odebrecht está sendo investigada em doze países por pagamento de subornos milionários que lhe permitiram ganhar contratos públicos e que renderam cerca de 12 bilhões de dólares em lucros.

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