Portuguesa da CIA é libertada após perdão do presidente da Itália

© REUTERS / Pedro Nunes / Abrir o banco de imagensSabrina de Sousa deixa a prisão, em Lisboa, acompanhada do seu advogado, Manuel Magalhães e Silva
Sabrina de Sousa deixa a prisão, em Lisboa, acompanhada do seu advogado, Manuel Magalhães e Silva - Sputnik Brasil
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A ex-agente da CIA Sabrina de Sousa, que estava presa em Portugal aguardando extradição para a Itália, foi libertada nesta quarta-feira, um dia depois de ser perdoada parcialmente pelo presidente italiano Sergio Mattarela.

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Nascida na Índia mas com cidadanias portuguesa e norte-americana, a ex-espiã foi condenada em 2009, à revelia, pela justiça italiana, por participação no sequestro do clérigo egípcio Abu Omar, ocorrido em 2003, em Milão. Em 2015, acabou sendo detida em Lisboa quando tentava fugir para a cidade indiana de Goa. Embora tenha sempre se declarado inocente, ela seria extraditada hoje para a Itália. 

O gesto de Mattarela levou as autoridades milanesas a revogarem a ordem de detenção expedida contra Sousa, o que levou à sua libertação. Com o perdão parcial do presidente italiano, a pena de quatro anos que pesava sobre ela passa agora para três anos. De acordo com o seu advogado, Manuel Magalhães e Silva, na prática, isso significa que a prisão da condenada poderia ser substituída por uma punição alternativa, como serviços comunitários, o que já está sendo requerido. 

"É uma vitória. Significou que, ao fim de todos este anos, é possível que ela esteja finalmente livre. Valeu a pena vir para Portugal", disse o advogado, citado pela mídia portuguesa.

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