Tudo sobre o que realmente há por trás do programa nuclear dos EUA

© AFP 2022 / BRENDAN SMIALOWSKIUm míssil nuclear ICBM Titan II desativado é visto em um silo no Missile Museum Titan. 12 de maio, 2015, Green Valley, Arizona.
Um míssil nuclear ICBM Titan II desativado é visto em um silo no Missile Museum Titan. 12 de maio, 2015, Green Valley, Arizona. - Sputnik Brasil
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Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump diz que vai expandir o arsenal nuclear dos EUA, a National Interest reporta sobre o que isso representa para expectativas do setor no país.

A publicação militar analisou a história das armas nucleares dos Estados Unidos e revelou por que o país tem esse arsenal, qual a sua função e quais são as expectativas de modernização para o futuro.

Segundo o veículo, desde os tempos da Guerra Fria tem sido fortes diferenças entre os estrategistas norte-americanos sobre o propósito das armas nucleares no país.

O passado

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A força nuclear dos EUA é o resultado de uma série de decisões com mais de 70 anos. No início da Guerra Fria, bombardeiros foram a espinha dorsal da defesa, uma vez que suas aeronaves eram superiores aos da União Soviética.

Da década de 1950 até a década de 1960, tanto os EUA quanto a União Soviética diversificaram suas forças estratégicas e ambas as partes logo desenvolveram mísseis de longo alcance. Em seguida, em 1967, o arsenal dos EUA atingiu um pico de cerca de 32.000 armas, de pequenas bombas até grandes mísseis.

Ao longo das décadas, a tríade nuclear — mísseis de terra, projéteis aéreos  submarinos — americana já não servia apenas para a sobrevivência e, cada vez mais, tornou-se uma opção para uso em uma variedade de cenários. Essa energia nuclear e suas múltiplas opções permanece, em grande parte, em uso hoje em dia.

O presente

A publicação questionou qual é o propósito do arsenal nuclear dos Estados Unidos na defesa nacional hoje em dia. 

Embora o arsenal nuclear dos EUA é seja mais baixo do que era durante a Guerra Fria, ainda está configurado para um grande conflito nuclear com um adversário de igual força. 

O país realizou três avaliações das suas forças nucleares (em 1994, 2002 e 2010) e concluiu em cada uma destas oportunidades que tinha que manter a tríade. A National Interest também questionou se a OTAN ainda precisa de suas armas nucleares táticas, uma vez que, de acordo com a publicação, "agora a Aliança Atlântica é convencionalmente o poder superior".

O futuro

Atualmente, o arsenal nuclear norte-americano enfrenta decisões difíceis sobre modernização, considera a publicação. A Força Aérea e a Marinha dos Estados Unidos estão desenvolvendo planos de fabricar novos bombardeiros e uma nova geração de submarinos, que representarão um "grande custo" para o país norte-americano.

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De acordo com a National Interest, como resultado da modernização, os EUA terão um arsenal tático ligeiramente menor do que durante a época da Guerra Fria. Mas, como sempre, a Rússia será usada como pretexto. De acordo com os meios de comunicação, a ideia de um arsenal deste tamanho seria impensável se não fosse para o "ressurgimento da Rússia como uma séria ameaça à segurança dos Estados Unidos", disse a publicação.

Uma das tarefas da nova administração norte-americana é a realização sua própria revisão da postura nuclear do país. No entanto, os custos de modernização do arsenal americano estimado em centenas de bilhões de dólares, é necessário questionar se as estratégias anteriores e a estratégia nuclear norte-americana têm sentido, concluiu a revista.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou como "unilateral" o Tratado sobre Redução de Armas Estratégicas (START III) assinado com a Rússia e disse que vai expandir o arsenal nuclear dos EUA. A Rússia, por sua vez, se opõe fortemente que os EUA unilateralmente abandonem o mais recente START III.

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