Após denúncias de 'conchavo' com a Rússia, Conselheiro de Segurança dos EUA renuncia

© AFP 2022 / Chris KleponisLieutenant General Michael Flynn (ret.), National Security Advisor Designate speaks during a conference on the transition of the US Presidency from Barack Obama to Donald Trump at the US Institute Of Peace in Washington DC
Lieutenant General Michael Flynn (ret.), National Security Advisor Designate speaks during a conference on the transition of the US Presidency from Barack Obama to Donald Trump at the US Institute Of Peace in Washington DC - Sputnik Brasil
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Michael Flynn era considerado um dos principais promotores da melhoria de relações entre a Rússia e os Estados Unidos. O militar, porém, foi acusado por veículos de imprensa dos EUA de ter se reunido com o embaixador russo, Sergey Kislyak, antes mesmo de ter assumido o cargo para discutir o fim das sanções contra a Rússia.

Na carta de renúncia, o agora ex-conselheiro de Trump se justifica dizendo que, antes de assumir, ele conversou com dezenas de embaixadores, ministros e homólogos estrangeiros. 

"Essas ligações foram realizadas para facilitar uma transição suave e para iniciar a construção de relações necessárias entre o Presidente, seus conselheiros e líderes estrangeiros. Ligações assim são prática padrão em qualquer transição desta magnitude. Infelizmente, dada a velocidade dos eventos, eu inadvertidamente repassei informações incompletas ao vice-presidente [Mike Pence] acerca das ligações com o embaixador da Rússia. Eu pedi sinceras desculpas ao Presidente e ao vice-presidente e eles aceitaram", diz Flynn no texto.

In this Feb. 11, 2014 file photo, then-Defense Intelligence Agency Director Lt. Gen. Michael Flynn testifies on Capitol Hill in Washington - Sputnik Brasil
Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA recebeu dinheiro do governo russo?
As acusações contra o militar, que já repercutiam na mídia americana ao longo de todo o fim de semana, se tornaram ainda mais delicadas depois de uma nova reportagem do The Washington Post mostrando que a ex-procuradora-geral Sally Yates advertiu a Casa Branca de que Flynn "havia induzido funcionários do Departamento de Justiça ao erro quanto a correspondência dele com o embaixador da Rússia".

Yates foi demitida por Trump no final de janeiro depois de desafiar a proibição de viagem a sete países de maioria islâmica.

Donald Trump nomeou o Tenente-General Joseph Keith Kellogg como o conselheiro de segurança nacional interino. Um novo ocupante do posto vai precisar passar por nova sabatina no Senado dos EUA.

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