Bálcãs buscam seu lugar na normalização das relações russo-americanas

© AFP 2022 / ELVIS BARUKCICZeljka Cvijanovic, membro do Partido Independente Social-Democrático da Sérvia
Zeljka Cvijanovic, membro do Partido Independente Social-Democrático da Sérvia - Sputnik Brasil
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"Precisamos de interlocutores sensatos que busquem entender a estrutura das relações na região e as principais ameaças," disse à Sputnik Sérvia a primeira-ministra da República Sérvia (uma das duas entidades políticas da Bósnia e Herzegovina), Zeljka Cvijanovic.

A chefe de gabinete da Sérvia, durante as últimas semanas, visitou três vezes os Estados Unidos, onde participou da tomada de posse do novo presidente e do Café da Manhã Nacional de Oração.

Zeljka Cvijanovic disse à Sputnik Sérvia que o café da manhã foi "dominado por questões globais nas quais os Estados Unidos estão concentrados, por exemplo, a criação de uma grande e estável coalizão antiterrorista".

Ao mesmo tempo, ao falar sobre assuntos internos, Cvijanovic frisou a reforma econômica, o retorno de empresas aos EUA e a política orçamental.

"Eu acho que podemos encontrar o nosso lugar nos processos mencionados na conversa. Primeiramente, no que diz respeito à luta contra o terrorismo, bem como no estabelecimento de relações construtivas entre os dois países líderes do mundo — EUA e Rússia", disse Cvijanovic.

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Zeljka Cvijanovic já participou de sete Cafés da Manhã Nacionais de Oração. Ela acredita que, desta vez, o processo de mudança da administração não possua uma "atmosfera de separação" e seja caracterizado por uma "forte resistência da administração que saiu [de Obama] ao que disse o presidente Trump em seu discurso de posse e ao que realiza a equipe atual".

"Vamos ver como a situação vai se desenvolver, mas são absolutamente óbvios a resistência e o desejo de impor uma nova ordem atual no que era característico do governo anterior", disse Cvijanovic.

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Ao falar sobre as sanções impostas pela administração anterior dos EUA contra o presidente sérvio, Milorad Dodik, Cvijanovic assinalou: nenhuma pessoa sã acredita que por causa disso a Bósnia vá se tornar um país mais funcional e mais sucedido.

"Este obstáculo é criado por pessoas que, aparentemente, não tiveram muito sucesso na realização de seus planos na nossa região, e, portanto, sendo um absurdo, acusam de violação dos acordos de Dayton uma pessoa que defende o respeito aos fundamentos do documento e retorno à versão original do acordo. Precisamos de interlocutores sensatos que busquem entender a estrutura das relações na região e as principais ameaças, pois não precisamos de pessoas que substituam teses constantemente. Queremos que sejam pessoas com conceitos sensatos para todas as regiões, incluindo os Bálcãs, e está aí a chance para nós", frisou ela.

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