WikiLeaks contra presidenciáveis franceses: quem é 'agente do Kremlin' afinal?

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No dia 1º de fevereiro, o site WikiLeaks fez lembrar que guarda em seus arquivos de acesso aberto milhares de documentos relacionados aos presidenciáveis franceses François Fillon, Marine Le Pen e Emmanuel Macron – envolvidos em escândalos.

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Já François Fillon está à beira de sair da política. Anteriormente, o candidato foi acusado pela mídia de empregar ilegalmente a sua esposa e dois filhos como assessores parlamentares. Marine Le Pen, alegadamente, pagou 300 mil euros para sua conselheira do partido Frente Nacional, funcionária do Parlamento Europeu. Finalmente, o terceiro candidato, Emmanuel Macron, supostamente, usou dinheiro do ministério para financiar o lançamento da sua campanha.

Neste contexto, o WikiLeaks sugeriu que interessados buscassem novos fatos nos 1.138 documentos relacionados à Marine Le Pen e nos 3.630 sobre François Fillon.

Vale lembrar que representantes da campanha eleitoral de Hillary Clinton e dos serviços especiais dos EUA acusaram o WikiLeaks de trabalhar a favor da Rússia.

Acusações semelhantes foram apresentadas contra Fillon e Le Pen. Na versão dos conspiradores, o assim chamado "agente do Kremlin" ataca os outros dois.

Já que a primeira postagem era dirigida contra Fillon, alguns usuários do Twitter concluíram que o "WikiLeaks pró-russo" estivesse tentando afundá-lo para trazer ao poder o "novo regime França da Vichy" – Marine Le Pen.

"Como entendo, Fillon não é em sua totalidade pró-Putin para o WikiLeaks", escreveu um internauta no Twitter.

Depois de descobrir que Fillon e Le Pen estão sendo atacados, o WikiLeaks publicou um novo tweet sobre Emmanuel Macron. A postagem condiz com os serviços prestados pelo candidato ao banco Rotschild (em referência à característica que lhe foi dada pela campanha de Hillary Clinton ainda em 2012).

E, outra vez, há quem desconfiasse que uma "mão do Kremlin" dirigia-se contra Macron.

Por sua vez, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves le Drian, e seus colegas levam a sério a ameaça de ciberataques que visam manipular os resultados das eleições.

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Em particular, a revista norte-americana Foreign Policy receia a interferência no processo eleitoral na França.

Cabe reconhecer que os materiais do WikiLeaks, que podem influenciar a campanha de qualquer um dos candidatos franceses, já foram minuciosamente analisados. Embora seja difícil falar sobre eventuais revelações, é possível compreender a atitude em relação aos políticos franceses por parte dos seus colegas estrangeiros.

Além de Fillon, seria interessante ler algo sobre Le Pen.

Em correspondência com o chefe da campanha de Hillary Clinton, John Podesta, que se refere a 2016, é possível distinguir uma comparação bem original:

"A família Le Pen é parente próximo de Trump, embora seja muito mais educada."

Há mais uma observação curiosa. Um dos funcionários da empresa Stratfor deu um comentário ao outro a respeito da proposta de Le Pen de juntar uma parte da Bélgica à França. O segundo responde:

"Sim, mas deixe os flamengos ficarem com os árabes, de acordo?"

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Quanto a Macron, o candidato é mencionado apenas em 30 documentos, mas chega a ser figurado como um "agente russo". Numa nota do Partido da Justiça e Desenvolvimento turco em poder, há uma menção sobre sua visita a Moscou, na qualidade do chefe de uma delegação francesa, onde ele anunciou o possível cancelamento das sanções contra a Rússia. 

De acordo com as enquetes, é muito provável que Marine Le Pen ganhe o primeiro turno das eleições de 23 de abril, mas perca no segundo turno, que será realizado em 7 de maio, cedendo a presidência ao conservador François Fillon ou ao centrista Emmanuel Macron.

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