'Serviços secretos dos EUA tentaram recrutar diplomata russo na farmácia'

© Sputnik / Ramil Sitdikov / Abrir o banco de imagensMaria Zakharova, representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia
Maria Zakharova, representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia - Sputnik Brasil
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Os serviços secretos dos EUA tentaram recrutar um diplomata russo quando este estava comprando medicamentos para o ex-premiê russo, Yevgeny Primakov, comunicou a representante oficial da chancelaria russa Maria Zakharova no domingo (15) durante uma entrevista ao canal Rossiya 1.

Representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, durante a entrevista coletiva semanal, Moscou, Rússia, 18 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Segundo disse a diplomata, os medicamentos necessários para o tratamento de Primakov estavam à venda nos EUA. Um dos funcionários do consulado russo foi encarregado de comprar o remédio, sendo que seu valor, de cerca de 10 mil dólares, foi recolhido pelos amigos e familiares de Primakov e veio da Rússia.

Zakharova assinalou que todas as formalidades foram observadas, todos os certificados e receitas médicas foram obtidos. Mas quando o diplomata entrou na farmácia, ele foi cercado por agentes dos serviços secretos norte-americanos que o acompanharam até ao porão da loja, onde nem tinha rede celular e conversaram com o visitante durante uma hora.

"Aquilo que eles diziam parecia mais uma tentativa de alistamento do que uma conversa adequada", realçou Zakharova.

Ela contou que os desconhecidos tentaram "intimidar" o diplomata ao acusa-lo de participar de tráfego ilegal de medicamentos. Em resultado, eles confiscaram o remédio sem devolver o dinheiro, destacou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo.

Ela também revelou que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chamou a situação de "inadmissível" e a chancelaria dos EUA "fez todo o possível para que o medicamento fosse entregue" à Rússia.

"Infelizmente, passou muito tempo. Esse tempo se perdeu", sublinhou.

Apesar da intervenção de Kerry na situação, mais tarde o diplomata russo foi obrigado a deixar os EUA.

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