EUA reconheceram que são agressores em relação à Rússia, diz especialista

© AFP 2022 / CHRISTOF STACHESoldados norte-americanos durante exercícios em Grafenwoehr, sul da Alemanha, maio de 2016
Soldados norte-americanos durante exercícios em Grafenwoehr, sul da Alemanha, maio de 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente russo Vladimir Putin deu a entender que a Rússia não considera os EUA como agressor potencial e apresentou aos EUA uma oportunidade de se identificarem a si próprios, opinou o professor da Universidade Russa de Economia Plekhanov, Aleksandr Perendzhiev.

Segundo Putin, agora a Rússia pode contrariar o ataque de qualquer potencial agressor graças à modernização das Forças Armadas, fatores históricos e geográficos e ao estado da sociedade russa. Ao mesmo tempo, respondendo às questões dos jornalistas na coletiva de imprensa de hoje (23), Putin disse que os EUA, com efeito, "possuem mais mísseis, submarinos e porta-aviões", mas sublinhou que a Rússia é mais forte de qualquer agressor.

"Na resposta do presidente russo eu ouvi uma pergunta aos EUA. Ele disse que a Rússia é mais forte que qualquer agressor potencial. Mas quem são os EUA em relação à Rússia? Podemos considera-los como adversário na confrontação geopolítica, mas não os consideramos como agressores. Se os EUA dizem que são mais fortes que a Rússia, isso significa que se consideram agressores em relação à Rússia", disse Perendzhiev à RIA Novosti.

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Ele pensa que Putin "propõe aos nossos parceiros norte-americanos para que definam quem eles são em relação à Rússia – parceiros ou agressores".

"Vladimir [Putin] falou no seu discurso sobre agressores sem mencionar os EUA. Eles de imediato começaram a gritar que são os mais fortes. Há um provérbio russo que diz 'quem é culpado, acaba se acusando'", disse o cientista político.

O analista destacou que o potencial militar se avalia não apenas em termos de quantidade, mas também em termos de qualidade. Além disso, a Rússia respeita o princípio de que precisamos da quantidade de armas necessária para repelir uma agressão, mas não para atacar.

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