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Trump: países do golfo Pérsico devem pagar pela paz na Síria

© REUTERS / Carlo AllegriDonald Trump participa do evento de campanha eleitoral em Hershey, Pensilvânia, EUA (foto de arquivo)
Donald Trump participa do evento de campanha eleitoral em Hershey, Pensilvânia, EUA (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Na sexta-feira (16), o presidente eleito dos EUA Donald Trump prometeu criar zonas humanitárias seguras na Síria, obrigando os países do golfo Pérsico a pagar pelas mesmas. O colunista da Sputnik, Alexandr Jrolenko, explica as implicações dessas declarações Trump.

Na sua opinião, as palavras de Trump fazem sentido apesar de seis dos países do golfo Pérsico – Bahrein, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita – não dividirem fronteiras com a Síria.

“Para os países do golfo Pérsico, a Síria vive uma guerra centenária, uma luta pelo controle do caminho mais curto para transportar petróleo até a Europa. Em primeiro lugar, esses países patrocinam grupos da ‘oposição síria’ e tentam transformar Síria num segundo Afeganistão – dividir a o país em zonas de influência. Nada pessoal, apenas negócios”, defende o especialista.

Vista para a capital de Qatar, Doha - Sputnik Brasil
Trump promete pacificar Síria com dinheiro das monarquias árabes
Perguntado sobre se os países do golfo e seus vizinhos estariam dispostos a acatar às ordens dos EUA para pagar pela paz e a ordem na Síria, Jrolenko respondeu: “Se Washington disse que ‘é necessário’, então Abu Dabi encontrará os meios e recursos para atender a essa ordem”.

Segundo algumas estimativas, a paz na Síria pode chegar a custar até 180 bilhões de dólares.

Leia também: Assad: Trump pode ser um aliado 'natural' da Síria

O especialista indica que, paradoxalmente, os vizinhos mais próximos de Damasco — Líbano, Israel, Jordânia e Turquia – estão, por sua vez, decididos a piorar a situação na Síria, especialmente se Assad continuar a liderar aquele país. Trump, no entanto, ainda não se pronunciou a respeito desse fato.

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