Submarinos chineses passarão despercebidos pelos inimigos

© AP Photo / Guang NiuSubmarino chinês
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De acordo com a mídia, cientistas da Academia de ciências chinesa e da Universidade de ciência e tecnologia de Huajun criaram uma nova tecnologia de proteção acústica ativa de submarinos.

Diferentemente das tecnologias de proteção passiva atuais, as tecnologias de proteção ativa são orientadas no abafamento e contenção de ruído ou na criação de obstáculos para o inimigo com a utilização de recursos acústicos. O especialista em assuntos militares russo, Vasily Kashin, comentou à Sputnik China sobre os avanços na área de tecnologia marítima da China.

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Os avanços tecnológicos chineses em tal área são resultado de pesquisas em grande escala em comunicação e cálculo quânticos. Uma das áreas estudadas que recebe atenção crucial é o desenvolvimento de isoladores topológicos — compostos por um dielétrico, mas as suas superfícies são condutoras. Estima-se que os isoladores topológicos podem se utilizados como portadores de informação nos computadores quânticos do futuro. Mas o trabalho realizado com eles trouxe resultados inesperados.

Os cientistas chineses realizaram testes com isoladores topológicos com forma de anéis de liga de alumínio e com um diâmetro de 14 centímetros. Através da coordenação de vários anéis, eles tiveram puderam enviar ondas sonoras, que são refletidas em qualquer direção desejada. Na prática, um submarino protegido com tal tecnologia seria capaz de redirecionar ondas sonoras refletidas pelo seu casco em uma direção segura e, assim, garantir que estas ondas não sejam registradas por uma estação hidroacústica inimiga.

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Pelas características técnicas, presume-se que essa tecnologia deva ser a mais adequada para combater sonares ativos de detecção, ou seja, sonares que funcionam como radares. Eles geram um sinal acústico e descobrem navios inimigos devido à reflexão do sinal do casco. Ainda não está claro como essa novidade vai funcionar contra sonares passivos de detecção, que registram os sons emanados diretamente do navio (ruídos, e assim por diante). Em alguns casos, estes métodos passivos são considerados mais eficazes.

No entanto, mesmo que o método não funcione contra sistemas passivos de armas, o avanço recebe destaque e pode seriamente mudar a forma de guerra submarina. Todavia sabemos pouco sobre a real aplicabilidade do novo método. Utilização do novo sistema vai depender de seu custo, confiabilidade técnica e a capacidade de suportar uma exploração prolongada em ambientes agressivos.

Todavia, os resultados já obtidos podem permitir que a China resolva de forma rápida um dos problemas mais graves da sua estrutura militar: sua relativa fraqueza na área de defesa antissubmarina. Isso, por sua vez, vai acarretar consequências significativas para os programas de armas estratégicas chinesas e para o desenvolvimento da frota.

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