Degelo no horizonte? Trump tenciona 'dar alguns passos ao encontro da Rússia'

© REUTERS / Jonathan ErnstO candidato republicano dos EUA, Donald Trump em um evento de campanha eleitoral em Gettysburg, Pensilvânia, em 22 de outubro de 2016
O candidato republicano dos EUA, Donald Trump em um evento de campanha eleitoral em Gettysburg, Pensilvânia, em 22 de outubro de 2016 - Sputnik Brasil
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A presidência de Donald Trump irá fazer alterações significativas na política externa de Washington e o novo líder tenciona reforçar os laços com Moscou, segundo o chefe da Câmara de Comércio Americana na Rússia.

O presidente eleito dos EUA Donald Trump será fiel às promessas feitas durante companha eleitoral de melhorar as relações com a Rússia, disse o chefe da Câmara de Comércio americana na Rússia, Alexis Rodziabko, à Sputnik International.

"É muito provável que Trump se mantenha fiel à melhoria das relações com a Rússia ou, pelo menos,  dê alguns passos ao encontro da Rússia", disse Alexis Rodzianko.

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Vão realmente acontecer alterações significativas na política externa dos EUA e sua orientação dá esperança em melhores relações com Moscou, acrescentou o presidente e diretor executivo da Câmara.

Trump falou bastante da Rússia durante a campanha eleitoral, recordou Rodzianko, observando que o candidato republicano se mostrou mais aberto a mudanças na política dos EUA, enquanto a sua rival democrata Hillary Clinton foi menos flexível e demonstrou querer manter a atual situação nas relações russo-americanas. 

"Quanto mais ele for capaz de fazer o que prometeu, melhor é para ele", afirmou Rodzianko.

O chefe da Câmara de Comércio Americana na Rússia acha que há possibilidades de levantar as sanções contra Moscou após a vitória de Trump.

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA incute esperança no eventual levantamento das sanções económicas contra a Rússia, disse Alexis Rodzianko à Sputnik International.

"Claro que há chances. Não será fácil, mas, se o desejo de melhorar as relações for realmente alcançado ao nível dos presidentes, as consequências evidentes serão um alívio das sanções ou até a sua remoção", disse Rodzianko. 

Alexis Rodzianko observou que é difícil encontrar estatísticas sobre as perdas dos empresários nos EUA devido ao regime de sanções. "Também é difícil separar o impacto das sanções do efeito de mercado, especialmente no que se refere aos preços do petróleo", acrescentou Rodzianko.

"É evidente que as sanções não ajudam e criam um ambiente emocional depressivo. Mas receio indicar um número e nós ainda nem o tentarmos estimar", indicou.

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Trump ganhou nas eleições presidenciais dos EUA em novembro, assegurando a maioria dos votos do Colégio Eleitoral. Ele deverá tomar posse em 20 de janeiro. Durante a sua campanha eleitoral, Trump apelou reiteradamente para o diálogo com a Rússia e para a combinação de esforços na luta contra o terrorismo na Síria, destruída pela guerra.

Trump reafirmou a sua vontade de normalizar as relações entre os EUA e a Rússia em sua primeira conversa telefónica com o presidente russo Vladimir Putin em 14 de novembro.

Desde 2014, as relações entre a Rússia e os EUA deterioraram-se devido à crise na Ucrânia. Washington e seus aliados introduziram várias etapas das sanções contra Rússia desde que a Crimeia se tornou uma parte da Rússia em 2014 e sob o pretexto do suposto envolvimento de Moscou no conflito ucraniano. A Rússia tem reiteradamente negado tais alegações, avisando que as sanções ocidentais são contraproducentes e minam a estabilidade global.

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