'Sem ajuda do Irã e da Rússia o governo sírio não teria sido capaz de sobreviver'

© Sputnik / Dmitriy Vinogradov / Abrir o banco de imagensTropas do Exército Árabe Sírio tomam parte da manifestação de apoio à operação da Força Aeroespacial russa na Síria
Tropas do Exército Árabe Sírio tomam parte da manifestação de apoio à operação da Força Aeroespacial russa na Síria - Sputnik Brasil
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Os recentes sucessos que o Exército Sírio conseguiu na Síria pode indicar que a batalha em curso contra o terrorismo no país está entrando em sua fase final. Entretanto, o diretor do Instituto de Análise Histórica, Mark Weber, sublinha que sem a ajuda por parte da Rússia e do Irã o governo sírio “não teria sido capaz de sobrevier”.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou que Teerã e Moscou continuariam cooperando na guerra síria até que "o objetivo final de erradicar o terrorismo e restaurar a paz e segurança total na região seja alcançado", comunicou no sábado (3) a agência de notícias governamental iraniana IRNA.

Este foi o comentário feito pelo líder iraniano durante seu encontro com o enviado especial russo para a Síria, Aleksandr Lavrentiev, em Teerã. O presidente do Irã destacou que a situação na Síria pode ser resolvida apenas através de um diálogo político e do respeito total pela vontade do povo sírio, o qual, segundo disse o líder iraniano, deverá ter a última palavra na decisão do futuro do país.

© AP Photo / Hassan AmmarSoldados russos ao lado de comboio humanitário em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016
Soldados russos ao lado de comboio humanitário em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016 - Sputnik Brasil
Soldados russos ao lado de comboio humanitário em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016

Mark Weber, diretor do Instituto de Análise Histórica norte-americano, sublinhou porém que sem a ajuda da Rússia e do Irã o governo sírio "não teria sido capaz de sobrevier".

Ao conceder uma entrevista ao canal de TV iraniano Press TV, que emite 24h em inglês, ele destacou que a aliança existente entre a Rússia e o Irã serviu de fator crucial que impediu os EUA de mudarem sua política na Síria.

"É cada vez mais evidente para as pessoas em todo o mundo que a política dos EUA para tentar derrubar o governo do presidente Bashar Assad falhou. Ela se baseia em um erro de cálculo muito grande cometido pela administração de Obama e não vai funcionar. A única maneira de avançar é uma aliança cada vez mais forte e estreita entre a Rússia, o Irã e a Síria", disse Weber.

Weber reiterou que sem a participação da Rússia e do Irã no conflito sírio o mundo seria "testemunha da expansão de elementos extremistas e terroristas", adiantando que este fato "é amplamente reconhecido por todo o planeta".

© REUTERS / Omar SanadikiUm soldado russo no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016
Um soldado russo no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016 - Sputnik Brasil
Um soldado russo no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016

O historiador observou que os peritos estão agora tentando adivinhar como é que a nova administração atuará após tomar posse no mês que vem, em Washington, e que mudanças, se as houver, ela trará ao Oriente Médio.

Durante a sua campanha eleitoral, segundo diz o analista, Donald Trump deu sinais contraditórios quanto ao conceito da futura política norte-americana na região, portanto isso "é uma grande questão para todo o mundo".

Em um comentário à parte sobre o assunto, o cientista político francês, Bruno Tetrais, sugeriu que foi Washington que "abandonou o campo voluntariamente" na Síria e "deu lugar à Rússia", tornando Moscou em um ator "incontornável" na resolução da atual crise.

© REUTERS / Omar SanadikiUm soldado russo se aproxima de um veículo militar no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016
Um soldado russo se aproxima de um veículo militar no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016 - Sputnik Brasil
Um soldado russo se aproxima de um veículo militar no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016

Em sua entrevista ao jornal francês Le Monde, ele acrescentou que isso aconteceu "por aos países ocidentais lhes faltar vontade, sobretudo aos EUA, para intervir a sério no conflito".

Ao mesmo tempo, no domingo (4) o Ministério da Defesa russo divulgou um comunicado dizendo que unidades armadas do Exército Livre da Síria abriram fogo no bairro de Salah al-Din, em Aleppo, usando sistemas de lançamento múltiplo de foguetes.

© AFP 2022 / GEORGE OURFALIANForças pró-governamentais estabelecem um posto militar no bairro de Sakan al-Shababi, em Aleppo oriental, após o terem reconquistado aos rebeldes, em 2 de dezembro de 2016
Forças pró-governamentais estabelecem um posto militar no bairro de Sakan al-Shababi, em Aleppo oriental, após o terem reconquistado aos rebeldes, em 2 de dezembro de 2016 - Sputnik Brasil
Forças pró-governamentais estabelecem um posto militar no bairro de Sakan al-Shababi, em Aleppo oriental, após o terem reconquistado aos rebeldes, em 2 de dezembro de 2016

O documento refere que ao longo das últimas 24h os militantes de grupos terroristas como o Daesh e a Frente Fatah al-Sham (ex-Frente al-Nusra) têm efetuado ataques contra uma série de zonas habitadas na província de Aleppo.

A Press TV iraniana notou, porém, que o Exército Sírio, que tomou o controle total de Aleppo oriental, tem por objetivo expulsar os militantes do leste da cidade, o que seria "um golpe devastador contra os grupos terroristas aí presentes".

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