Grande mídia dos EUA dirigiu cobertura das eleições e planeja impor censura ao Google

© AFP 2022 / Robyn BeckCandidato republicano à presidência dos EUA, homem de negócios Donald Trump, durante o debate presidencial do Partido Republicano, sediado pelo CNN
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A chamada mídia ‘mainstream’ que pretende ter o monopólio de fornecer notícias que favoreçam seu ponto de vista, está disposta a eliminar todos os sites independentes e alternativos, disse o ex-funcionário da CIA Phil Giraldi, na terça-feira (22).

Ao enfrentar uma onda de críticas após a derrota de Hillary Clinton nas presidenciais norte-americanas, a grande mídia empresarial dos EUA está planejando usar o argumento de 'notícias falsas' para erradicar a genuína liberdade de expressão nos EUA, disse Phil Giraldi à Sputnik Internacional.

Instituições politicas e midiáticas norte-americanas afirmam ter encontrado grande variedade de sites com noticias alegadamente ‘falsas', que eles acusam de ser a razão da derrota eleitoral e da perda de confiança do eleitorado em Hillary Clinton.

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O presidente atual, Barack Obama, discutiu o assunto durante sua visita à Alemanha e ao Peru. Ele disse que as notícias falsas têm abalado a democracia e manifestou claramente sua intenção de limitar este tipo de notícias.

No entanto, Giraldi, ex-diretor na CIA e ex-funcionário do serviço de inteligência do Exército norte-americano, rechaçou estes argumentos, chamando-lhes eles próprios de falsificação.

"A afirmação de que as notícias falsas influenciaram a eleição é amplamente espalhada, já que houve tais notícias sobre ambos os candidatos, mas esta será usada como um argumento para convencer os sites globais, tais como Google e Facebook, a introduzir censura nos seus serviços ", explicou.

Nesta semana, a estrategista do Comitê Nacional Democrata, Jessica Tarlov, já solicitou ao canal Fox News fechar a fonte de notícias alternativa Info Wars, enquanto o Google e o Facebook já estão prevenindo seus usuários de não clicar em tais páginas.

"Eles já estão censurando matérias de modo bem grosseiro, focando-se em matérias de orientação de direita que eles consideram como ofensivas ", observou Giraldi.

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Não há dúvida que o processo em breve irá abranger inúmeras matérias que podem ser entendidas como politicamente incorretos, já que as pessoas que dirigem suas próprias empresas de comunicação habitualmente são muito liberais e orientadas à esquerda, sendo pouco tolerantes para com as ideias dos opositores, preveniu o especialista.

O perito também observou que a cobertura hostil e parcial da campanha do presidente recém-eleito, Donald Trump, pela grande mídia 'mainstream' teve um efeito de 'boomerang', ao fazer com que milhões de norte-americanos mudassem sua opinião e lhe dessem preferência.

"A cobertura abertamente negativa de Trump convenceu o público, que já no momento não tinha confiança na mídia empresarial, que ele [o republicano] estava sendo reprimido por ela, que ele era o verdadeiro` candidato do povo`, não o das elites. Isto teve o efeito contrário àquilo que se tinha planejado", assegurou Giraldi.

Uma enquete encomendada pela Sputnik Internacional e conduzida pela empresa de pesquisa TNS UK, mostrou na semana passada que 80% dos norte-americanos consideraram a cobertura nacional da campanha eleitoral de 2016 como parcial.

A mídia privilegiada dos EUA, que passou a ser totalmente controlada por um grupo com interesses particulares ligados estreitamente às estruturas da segurança nacional, ou o chamado Deep State — eis quem realmente dirigiu as presidenciais norte-americanas, afirmou o especialista.

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