Especialista: o pior que os EUA podem fazer seria iniciar uma guerra contra Rússia

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O pior que pode acontecer na situação política atual seria um o confronto direto entre os EUA e a Federação da Rússia, é necessário evitar uma nova Guerra Fria, acredita o professor de História da Universidade Americana, em Washington, e diretor do Instituto de pesquisas nucleares, Peter Kuznick.

"O pior que os Estados Unidos da América podem fazer seria iniciar uma guerra contra a Rússia. É possível que eles não sobrevivam a guerra contra este país. Mesmo que tudo comece com incidentes pequenos: a América abate um avião russo, a Rússia abate um da América. Tudo começa com coisas pequenas, mas depois aumenta", diz Kuznick em entrevista à RIA Novosti.

Segundo o especialista, toda ação precipitada da Rússia no Oriente Próximo impulsiona os EUA a realização de intervenção militar nesta região, isso somente agrava a situação internacional, já preocupante.

"Ninguém quer uma guerra nuclear, mas a possibilidade pode se tornar realidade mesmo com a realização de pequeno confronto militar", diz Kuznick.

Para evitar uma nova Guerra Fria entre a Rússia e os EUA "necessitamos cooperar mais, colaborar, intensificar a mídia em ambos os países e em todo o mundo", acrescenta o professor.

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Ele acredita que as crises globais estão se desenvolvendo por si só, sendo impossível contê-las. Isso foi comprovado pelos líderes dos EUA e da União Soviética durante a Crise do Caribe de 1962.

Peter Kuznick é famoso por suas duras críticas à política exterior estadunidense. Em 2012, ele publicou o livro "A História não contada dos Estados Unidos" ("The Untold History of the United States") em coautoria com Oliver Stone. Eles também foram responsáveis pela produção do documentário que leva o mesmo nome do livro, onde é exposto um ponto de vista alternativo dos eventos, ocorridos nos EUA e no mundo, incluindo a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial e os bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki. Tanto o livro como o documentário deram o que falar não somente nos EUA, mas em todo o mundo.

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