The National Interest: EUA não estão preparados para um confronto com Rússia na Síria

© AFP 2022 / SAUL LOEBPresidente norte-americano Barack Obama chega para discursar e saudar as tropas em Fort Lee, Virgínia, EUA, 28 de setembro de 2016
Presidente norte-americano Barack Obama chega para discursar e saudar as tropas em Fort Lee, Virgínia, EUA, 28 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Depois do fracasso do acordo entre os EUA e a Rússia sobre a Síria, Washington apelou a realizar o chamado cenário de força (plano B).

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A Casa Branca pode escolher entre um número limitado de variantes – introduzir uma zona de exclusão aérea ou zonas de segurança, realizar ataques contra a aviação síria ou aumentar os fornecimentos de armas aos rebeldes sírios.

Entretanto, cada uma destas variantes comporta o risco de uma reação pouco previsível, escreve o jornal The National Interest.

Para introduzir a zona de exclusão aérea na Síria os EUA terão de neutralizar a aviação síria e os sistemas de defesa antiaérea da Rússia, destacou o analista da publicação, Dave Majumdar. Os EUA enfrentarão neste caso obstáculos de caráter jurídico e militar.

A barreira jurídica para uma intervenção militar consiste em que, formalmente, os EUA não estão em estado de guerra com a Síria. Além disso, a ONU não adotou uma resolução autorizando os militares norte-americanos a agir de forma oficial no território deste país.

"Do ponto de vista técnico, mesmo as operações militares que os EUA estão realizando na Síria são campanhas militares e, formalmente, são ilegais. A administração Obama sabe isso, conforme notou o secretário de Estado norte-americano Kerry durante a conversa com os ativistas dos movimentos sírios rebeldes", disse o analista.

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Segundo Kerry (a gravação da conversa entre o secretário de Estado com os rebeldes foi publicada pelo jornal The New York Times), os juristas da Casa Branca avisaram a administração que os EUA não têm razões para uma intervenção militar sem uma resolução do Conselho de Segurança da ONU ou convite de uma das partes do conflito. Foi o pedido do regime legítimo sírio que constituiu a base legal para o início da campanha russa na Síria, sublinhou o diplomata.

No caso de introdução de uma zona de exclusão aérea, a aviação norte-americana deve interceptar e possivelmente abater os aviões russos e sírios que entrem no espaço aéreo determinado por Washington.

"Os políticos norte-americanos apostam em que Moscou, que provavelmente não quer combater com os EUA, recuará e se submeterá à introdução da zona de exclusão aérea. Entretanto, Washington não quer começar uma guerra contra a Rússia, que preservou uma pequena parte do potencial militar que restou da antiga União Soviética, mas que permanece o único Estado no planeta capaz de transformar os EUA em cinzas carbonizadas e radioativas", escreve o analista.

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Uma variante ainda mais arriscada é um ataque direto dos EUA contra a Força Aérea síria e as suas bases. Isso seria um ato de agressão militar aberta contra a Síria, ainda mais sério do que zonas de exclusão aérea ou zonas de segurança. O problema de tal variante consiste em que, segundo Majumdar, será difícil para Washington prever a reação de Moscou. Além disso, a parte norte-americana não sabe quantos conselheiros militares russos estão na Síria, a sua localização também é desconhecida. Em caso de ataque aéreo podem ficar sob fogo.

"É fácil começar um conflito com a Rússia e a Síria, mas uma guerra aberta com bombardeamentos e baixas pode ficar fora de controle. Pelos vistos, seria razoável demonstrar comedimento antes de começar uma nova guerra contra uma potência nuclear."

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