The Nation: Pentágono fez tudo para anular os acordos com Rússia

© REUTERS / Rodi SaidForças Democráticas da Síria na região de Manbij
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A Rússia deu a entender aos EUA que não conta mais com uma parceria na Síria, diz o colunista Patrick Lawrence na matéria publicada no jornal The Nation.

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No seu artigo ele tenta explicar as razões pelas quais o acordo entre Moscou e Washington sobre a Síria fracassou.

Segundo ele, Moscou, que de súbito iniciou uma ofensiva conjunta com o exército sírio contra Aleppo ocupada pelos militantes, demonstrou a Washington sua força e não esconde sua irritação em relação aos EUA.

Ao mesmo tempo, Lawrence considera que isso é somente uma reação da Rússia às ações norte-americanas.

"Moscou parece dizer a Washington – se insistem em uma nova Guerra Fria, vamos tê-la", acrescentou.

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Ele nomeia as razões que "tiraram Moscou do sério". Nomeadamente, isso está relacionado com os objetivos que os EUA perseguem na Síria.

"Moscou finalmente compreendeu que é impossível convencer os norte-americanos da necessidade de desistir de sua obsessão pela ideia de organizar mais um golpe em nome da competição entre as grandes potências", escreve ele.

Na opinião de Lawrence, a democracia é "a última coisa de que os EUA precisam no mundo árabe". Ao mesmo tempo, o autor considera que as declarações sobre a "incerteza estratégica" dos objetivos de Washington na Síria são 'disparates' e, segundo ele, a Rússia compreendeu isso.

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Ele chamou também a atenção para a declaração do tenente-general Jeffrey Harrigan que, já depois de assinatura do acordo, expressou sua incerteza se estaria preparado para trocar dados com a Rússia.

"Não digo 'sim' ou 'não'. Seria prematuro dizer que vamos fazer isso imediatamente", disse ele aos jornalistas.

Na visão de Lawrence, isso significa que o representante das Forças Armadas dos EUA disse que o Pentágono poderá ou não obedecer à ordem de Washington.

Segundo ele, nesta situação não se trata sequer do ataque supostamente acidental da Força Aérea dos EUA contra as Forças Armadas da Síria e que foi intencional, na opinião do colunista.

"O Pentágono tudo fez para pôr no rol do esquecimento os acordos e isso foi claro desde o início", destacou.

Os objetivos russos na Síria não se alteraram durante o ano: derrotar o Daesh e a Frente al-Nusra, grupos terroristas proibidos na Rússia e apoiar o governo atual para que as partes em confronto encontrem uma solução política para o conflito.

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