Chefe do Pentágono: Rússia e Coreia do Norte representam ameaça nuclear para os EUA

© AFP 2022 / PAUL J. RICHARDSSecretário de Defesa norte-americano Ashton Carter durante a entrevista coletiva, Washington, EUA, agosto de 2015
Secretário de Defesa norte-americano Ashton Carter durante a entrevista coletiva, Washington, EUA, agosto de 2015 - Sputnik Brasil
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O chefe do Pentágono Ashton Carter afirma que existem agora dois países que representam ameaça nuclear para os EUA - a Rússia e a Coreia do Norte.

"A Rússia e a Coreia do Norte são dois países que, apesar de serem muito diferentes, estão se destacando na agenda nuclear atual", disse Carter numa reunião com os militares em Dakota do Norte. 

Segundo Carter, os EUA junto aos aliados na OTAN estão fazendo todo o possível para "não permitir à Rússia pensar sobre o uso das armas nucleares". 

​Assim, segundo ele, os EUA não querem iniciar conflitos, mas tentam preveni-los. 

Bandeira nacional da Coreia do Norte - Sputnik Brasil
EUA se preocupam cada vez mais com ameaça nuclear da Coreia do Norte
A Coreia do Norte é também um país que preocupa o Pentágono. Carter lembrou que o THAAD está instalado na Coreia do Sul só para proteger a região de ataques da Coreia do Norte contra os EUA ou seus aliados. 

"Qualquer fato de uso de armas nucleares irá provocar a resposta efetiva e superior", acrescentou ele. 

Entretanto, Carter falou também sobre a parte positiva no desenvolvimento das tecnologias nucleares, acrescentando o papel da Índia e da China, que estão "agindo de forma responsável e profissional". Os EUA também não veem problemas por parte do Irã. 

Nuvem após teste nuclear americano em 17 de janeiro de 1962 - Sputnik Brasil
Washington: ameaça de guerra nuclear entre EUA e Rússia diminuiu significativamente
As autoridades da Rússia têm expressado repetidamente preocupação pela intensão dos EUA de colocar armas nucleares fora do país. Recentemente, Washington declarou que, em 2020, pretende utilizar bombas nucleares universais que podem ser instaladas na Europa. 

"Isto não reforçará a segurança na Europa. Prestem atenção que a Rússia retirou todas suas armas nucleares do estrangeiro já nos 1989-1990. Todas as armas nucleares, incluindo armas táticas, ficam só no nosso território", acrescentou o chefe do departamento do Ministério da Defesa da Rússia para questões de não-proliferação e controle de armas, Mikhail Ulyanov.

Segundo o diplomata, Moscou não tem intensões de colocar suas armas nucleares fora do país, não obstante os EUA o fazerem.

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