EUA se prepararam dois dias para ataque contra Exército sírio

© AFP 2022 / GEORGE OURFALIAN Militares sírios perto da base aérea de Deir ez-Zor
Militares sírios perto da base aérea de Deir ez-Zor - Sputnik Brasil
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O ataque da coalizão internacional contra o Exército da Síria não foi "espontâneo", mas foi "estudado a fundo" durante dois dias, de acordo o representante oficial do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o coronel da Força Aérea John Thomas.

"O ataque em questão foi realizado contra 'um alvo em movimento' e, por isso, não pode ser incluído na categoria de ataques que se planejam durante várias semanas ou mais tempo", disse Thomas. No entanto, "na verdade, houve dois dias para "estudar a fundo o alvo", continuou o coronel. "Depois de estudar toda a inteligência e considerar a situação, foi tomada a decisão de prosseguir com o objetivo", acrescentou Thomas, citado pelo portal Stars & Stripes.

"Desta maneira, não estamos falando de uma operação 'espontânea' e os planos foram revisados por todas as instâncias, que, por fim, tomaram a decisão", observou Thomas.

Segundo o informe, o bombardeio durou entre 30 e 50 minutos, apesar de que devia ter se prolongado por mais de uma hora. O ataque foi interrompido após duas chamadas de instâncias militares russa ao Centro de Operações Aéreas Norte-americanas em Qatar. 

MiG-23 da Força Aérea síria (arquivo) - Sputnik Brasil
Avião de combate sírio abatido em Deir ez-Zor
O coronel Thomas explicou que o objetivo da primeira chamada não foi compreendida de imediato, o que impediu a comunicação com o oficial encarregado da prevenção de acidentes no espaço aéreo sírio. A segunda chamada permitiu que os russos se comunicassem com o coronel americano,  e que o bombardeio fosse interrompido em menos de cinco minutos.

Anteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia destacou que os aviões da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos lançaram quatro ataques contra posições das tropas governamentais sírias em Deir ez-Zor, causando a morte de pelo menos 62 militares sírios e quase 100 feridos. 

Posteriormente, os Estados Unidos afirmaram que a coalizão havia bombardeado o que se supunha ser uma posição do Daesh (Estado Islâmico), que é proibido na Rússia e em vários outros países, negando um ataque intencional contra o Exército sírio. 

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