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Jungmann diz que manifestações contra Temer vão esfriar, com governo mostrando resultados

© Marcelo Camargo/Agência BrasilMinistro Raul Jungmann
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Os protestos contra o presidente Michel Temer continuam nas ruas do país e também pelas redes sociais, mas para o Ministro da Defesa, Raul Jungmann as manifestações contrárias ao governo federal estão com dias contados.

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As manifestações contra o governo Temer foram intensificadas após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, principalmente depois das declarações de Temer quando em viagem à China, no início de setembro, subestimou os atos, dizendo que se tratavam de ações de pequenos grupos, com número inexpressivo de pessoas.

Para Jungmann,  a medida que o governo Temer vai mostrando resultados positivos, os protestos tendem a esfriar.

"Daqui pra frente com o governo efetivo e começando a apresentar resultados tanto na economia, como lançando projetos como esse recente das concessões para dinamizar isso tudo, embora leve algum tempo e reduzir emprego, a tendência é que esse processo ele sofra um esfriamento. Pelo menos, é esse o cenário que nós estamos tratando e que nós esperamos que efetivamente venha a acontecer."

Ao ser questionado sobre como o governo monitora essas manifestações, já que em muitos protestos, principalmente em São Paulo acabam terminando em tumulto e repressão da Polícia, o Ministro da Defesa ressaltou que embora área da segurança não seja a dele, Jungmann disse ver as manifestações como parte da democracia, mas que os protestos devem ser feito dentro da lei.

"De fato entendemos que a manifestação em um país plural e democrático, e mesmo sabendo, que nós não tivemos nesse impeachment, aquela grande frente que foi montada durante o período Collor (do ex-presidente Fernando Collor de Mello), e que há sem sombra de dúvidas um segmento, que embora minoritário é contrário ao governo que aí está. O que esperamos é que esse direito de manifestação seja realizado, democrático, o governo entende e absorve isso e nem poderia ser diferente, mas que seja dentro da lei, que seja de fato observando o limite da manifestação democrática. Fora isso é compreender, trabalhar e procurar resolver e minimizar essa situação que vivemos hoje de desemprego."

Integrantes da equipe do governo acreditam que as manifestações também podem começar a enfraquecer devido as recentes denúncias da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula, que chamam Lula de comandante máximo do esquema de corrupção na Petrobras. Lula, sua esposa Marisa Letícia e mais seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal acusadas por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No entanto, movimentos sociais, como a Frente Brasil Popular já anunciam que além das manifestações 'Fora Temer', pedindo eleições diretas, a saída de Temer da presidência e a manutenção dos direitos trabalhistas e civis, vão passar a protestar também em defesa de Lula. Para os movimentos sociais de oposição ao governo Temer, a perseguição ao ex-presidente Lula é parte de mais um capítulo do golpe, que tirou Dilma Rousseff da presidência da República.

A próxima manifestação organizadas pela Frente Brasil Popular está prevista para domingo, dia 18, às 14h, na Avenida Paulista, centro de São Paulo. Nesta sexta-feira (16), também haverá um ato a partir das 17h, no mesmo local, organizado por grupos da periferia.


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