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Taurus nega venda ilegal de armas ao Iêmen

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Em resposta à Sputnik Brasil por um pedido de esclarecimento da empresa, a corporação brasileira negou o envolvimento em quaisquer transações ilegais de armas com o Iêmen, alegando ter vendido armas ao governo de Djibuti, de onde o armamento teria sido reenviado.

A empresa brasileira Taurus, a maior fabricante de armas da América Latina, foi denunciada pelo Ministério Público Federal na última segunda-feira (6) por envolvimento em venda ilegal de armas a notório traficante internacional que teria intermediado a operação com o Iêmen, que está sob embargo internacional desde 2014 por conta da Guerra Civil. 

"A Companhia informa que a referida exportação de armas leves e de uso civil foi realizada para o Governo do Djibuti, tendo sido observados todos os procedimentos legais aplicáveis e obtidas todas as autorizações e licenças necessárias à época para a efetivação da operação", afirma a Taurus. 

Segundo a empresa, "não havia e não existe hoje qualquer tipo de restrição ao comércio com o Djibuti". 

A corporação comunicou que, por precaução, cancelou qualquer tipo de negociação com o Djibuti e determinou a retenção da mercadoria em trânsito. 

Militantes armados leais aos rebeldes houthis, Sanaa, Iêmen, 20 de junho de 2016 - Sputnik Brasil
Empresa brasileira Taurus é acusada de vender armas a traficantes do Iêmen
Em nota, o Ministério da Defesa do Brasil, por sua vez, confirmou a exportação de armas pela Taurus para Djibuti, informado que essas transações constam no registros do Exército para exportações de armamento leve. Segundo o Ministério, os certificados apresentam requisitos técnicos que impossibilitam legalmente a reexportação desses produtos para terceiros países.

A Taurus não forneceu demais detalhes da acusação, afirmando que a ação penal tramita em segredo de Justiça. A empresa não comentou a menção ao Fares Mohammed Mana'a, considerado pela ONU como um dos maiores traficantes internacionais de armas, como o intermediador da transação com o Iêmen. 

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, ex-executivos da Taurus teriam acertado negociação com Mana'a ainda em 2013 sobre a venda de 2 milhões de dólares em armas com o traficante e já planejava uma entrega para 2015, mas a operação foi descoberta e interrompida pela Polícia Federal.  

Foi destacado também que a empresa brasileira em si não foi denunciada, visto que o Ministério Público está concentrando a investigação nos dois ex-funcionários da Taurus que comandavam a operação — o então gerente de exportação, Eduardo Pezzuol, e o supervisor de exportação, Leonardo Sperry.


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