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Votação separada do impeachment pode beneficiar Cunha

© AFP 2022 / ANDRESSA ANHOLETEEduardo Cunha na Câmara em 18 de abril de 2016
Eduardo Cunha na Câmara em 18 de abril de 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (31) que a decisão de permitir votar separadamente o afastamento definitivo e a manutenção dos direitos politicos de Dilma Rousseff, pode abrir um precedente e mudar o rito do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Câmara.

“A decisão do ministro Lewandowski abriu precedente para que se vote uma proposição, um projeto de resolução" – declarou Maia à imprensa. “Não estou dizendo que vai, mas temos que avaliar com cuidado” – acrescentou.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, coordenou o julgamento no qual o Senado aprovou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mas manteve seus direitos políticos.

De acordo com a Agência Brasil, nas palavras de Maia, a decisão Lewandowski, tomada com base no Regimento da Câmara dos Deputados, abre caminho para que, em vez do parecer do Conselho de Ética, seja posto em votação um projeto que pode sofrer alterações no plenário.

Eduardo Cunha fala na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara - Sputnik Brasil
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Aliados de Cunha articulam manobra contra cassação
Com isso, seria retomada a discussão suscitada por aliados de Cunha em meio à tramitação de um processo contra o parlamentar, que é considerado o mais longo na Casa, o que foi apontado como mais uma estratégia para protelar o resultado. Consultada por aliados do peemedebista, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara havia definido que o que vai a voto é o parecer do Conselho de Ética, e não um projeto.

Maia assegurou que a decisão é polêmica e que, por isso, não pode ficar apenas nas mãos do presidente da Casa. Ele afirmou que a definição será coletiva, mas não antecipou de que forma a questão será submetida aos demais parlamentares.

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