Testemunha do ataque em Ghouta: foi Daesh que usou armas químicas

© AFP 2022 / JM LOPEZ Simulação de como responder a um ataque de armas químicas na cidade síria de Aleppo
Simulação de como responder a um ataque de armas químicas na cidade síria de Aleppo - Sputnik Brasil
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Em uma entrevista à Sputnik Persa, uma testemunha do ataque químico acusou terroristas do Daesh e seus apoiantes.

O correspondente da Rádio e Televisão estatal do Irã na Síria e no Iraque, Hassan Shemshadi, revelou informações sobre o ataque com uso de armas químicas na Síria e observou a reação das partes do conflito e da mídia internacional a aquele acontecimento.

"Mesmo antes de ter aplicado armas químicas em Ghouta Oriental, os terroristas divulgaram um vídeo na Internet que mostrava como eles envenenavam coelhos com gás. Os militantes ameaçaram usar essa arma e que atacariam as autoridades sírias, o exército governamental e o povo – todos os que apoiam Assad".

Hassan Shemshadi notou, que depois disso a Arábia Saudita organizou em uma área segura, perto das fronteiras da Síria e da Jordânia, uma oficina para a produção de substâncias químicas necessárias à criação de armas químicas para ser usada por terroristas.

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Na noite de 21 agosto de 2013, foram disparados vários mísseis com ogivas cheias com gás sarin contra Ghouta. No total, a povoação e militares de Assad sofreram um ataque com cerca de 350 litros de gás sarin naquela noite. As baixas do ataque químico, de acordo com várias estimativas, foram de 280 a 1.700 pessoas. Estes acontecimentos levaram os países ocidentais a considerarem uma intervenção na Síria. Graças aos esforços diplomáticos da Rússia, o país conseguiu evitar a intervenção estrangeira e se chegou a um acordo com o Governo de Assad para a destruição dos arsenais químicos.

Segundo o correspondente, a mídia, financiada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais, disse que foi o exército governamental que realizou o ataque contra a população civil. O governo sírio imediatamente negou essa informação e exigiu uma investigação objetiva desse terrível incidente.

"O pedido oficial das autoridades sírias para investigar o ataque foi registrado no Conselho de Segurança da ONU, mas surpreendentemente a investigação foi adiada por um ano. Inspetores internacionais chegaram a Damasco naquela noite, quando os terroristas usaram novamente armas químicas, colocando toda a culpa no exército do governo sírio".

As autoridades sírias negaram repetidamente estas falsas acusações. O governo disse que era obra de terroristas, porque não há nenhuma lógica em realizar um ataque químico em tal proximidade (5 km) da missão de inspetores das Nações Unidas. No entanto, muitos fatos foram distorcidos no decurso da investigação. Os seus resultados, consequentemente, estavam errados e acusavam as autoridades sírias.

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