Polêmica por maiô religioso alastra ao resto da Europa

© AFP 2022 / FETHI BELAIDUma mulher em burquíni se diverte no mar junto com uma mulher em maiô comum, em 16 de agosto de 2016, em uma praia perto de Tunis, na Tunísia
Uma mulher em burquíni se diverte no mar junto com uma mulher em maiô comum, em 16 de agosto de 2016, em uma praia perto de Tunis, na Tunísia - Sputnik Brasil
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Nesta quinta-feira (25), as autoridades francesas irão deliberar sobre a proibição do porte do burquíni (maiô de praia muçulmano). Entretanto, em Londres foi organizada uma manifestação de protesto contra a medida.

O ato acontece frente à embaixada da França na capital britânica e tem o lema "Vista o que quiser" (#WearWhatYouWant, em inglês). Os organizadores do evento acusam o governo francês de oprimir a liberdade das mulheres.

© AP Photo / Frank Augstein"Liberdade, igualdade, irmandade feminina", reza este cartaz mostrado durante ato contra burquíni em Londres em 25 de agosto de 2016
Liberdade, igualdade, irmandade feminina, reza este cartaz mostrado durante ato contra burquíni em Londres em 25 de agosto de 2016 - Sputnik Brasil
"Liberdade, igualdade, irmandade feminina", reza este cartaz mostrado durante ato contra burquíni em Londres em 25 de agosto de 2016

Antes nesta quinta, a mídia francesa comentava um caso ocorrido na cidade de Nice, onde um policial exigiu que uma mulher vestindo burquíni na praia se despisse para ficar em maiô mais habitual para os europeus.

Diferenças culturais resolvidas à pedrada - Sputnik Brasil
Diferenças culturais resolvidas à pedrada
O problema do burquíni, que permite às mulheres muçulmanas se banharem sem violar as regras da sua religião, voltou aos holofotes depois dos recentes atentados com conexão jihadista na Europa. Nice, onde ocorreu o caso de hoje, foi palco de um ataque com um caminhão que atropelou mais de uma centena de pessoas no Passeio dos Ingleses (Promenade des Anglais), a principal rua da cidade.

O Conselho de Estado francês, segundo o Le Monde, deve examinar os pedidos apresentados pela Liga dos Direitos Humanos (LDH) e Comitê Contra a Islamofobia na França (CCIF) contra a deliberação emitida em 22 de agosto pelo tribunal administrativo de Nice, que validou o decreto "anti-burquíni" publicado pelo prefeito da cidade balneária, Nicolas Estrosi.

Estrosi é agora alvo de críticas por causa desse instrumento. Entre outros detalhes, é citada a permissão de privatizar parte de uma praia perto de Nice a favor do rei da Arábia Saudita, em 2015. Lá, provavelmente haveria muitas mulheres vestindo burquínis muçulmanos.

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