Quando serão investigados os crimes de militares franceses na África?

© AFP 2022 / MARCO LONGARIEm 14 de dezembro, na cidade de Bangui, um soldado da ONU na frente de uma parede com a inscrição que diz "Sim" em francês
Em 14 de dezembro, na cidade de Bangui, um soldado da ONU na frente de uma parede com a inscrição que diz Sim em francês - Sputnik Brasil
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Em dezembro de 2013, de acordo com um pedido do governo da República Centro-Africana, a França iniciou uma intervenção no país africano para fazer parar os combates entre grupos muçulmanos e cristãos dentro do país (chamada operação Sangaris). Mas a presença dos 2 mil militares franceses foi acompanhada de escândalos.

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Há dois anos (em 2014), a mídia local africana revelou informações sobre os crimes sexuais cometidos pelos militares franceses em serviço na operação Sangaris. Segundo a mídia, as vítimas eram crianças locais. Depois destas revelações, a promotoria militar iniciou um inquérito, mas não foi imputada qualquer culpa aos militares.

O novo presidente eleito Faustin-Archange Touadéra comenta a situação numa entrevista à Sputnik França, dizendo que agora o país percorre o rumo de recuperação da paz.

Atualmente no país, além da operação Sangaris, está em curso uma missão de estabilização da ONU chamada MINUSCA, mas o presidente Faustin-Archange Touadéra considera que o mandato da missão deve ser alargado, porque o povo precisa de uma segurança mais eficaz.

O presidente apela ao desarmamento dos grupos radicais e ao mesmo tempo pede que seja levantado o embargo ao fornecimento de armas para reconstruir o exército do país e garantir a segurança no âmbito da constituição.

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O novo governo espera o apoio da comunidade internacional e dos institutos financeiros para recuperar a economia. Os objetivos principais do programa do presidente Touadéra são o desarmamento, a desmobilização e a reintegração.

Falando sobre o escândalo de Sangaris, o presidente espera que a justiça francesa faça todo o necessário para punir os culpados de estupro, assinalando que o governo está muito preocupado e segue atentamente todas as informações sobre esta questão.

A nossa agência também teve conhecimento desta situação terrível. Os correspondentes da Sputnik França conseguiram se comunicar com vítimas deste trágico evento e essa entrevista será publicada em breve no nosso site. Não perca!

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