Crimeia declara fim do bloqueio internacional da península

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O bloqueio político e informacional da Crimeia foi finalmente quebrado após a visita da delegação francesa, afirmou à RIA Novosti nesta segunda (1) o vice-primeiro-ministro do governo regional da Crimeia, o ministro da Política Interna, da Informação e Comunicação da república, Dmitry Polonsky.

Um grupo de parlamentares liderados pelo deputado da Assembleia Nacional, o ex-ministro dos Transportes Thierry Mariani, fizeram uma visita de três dias à Crimeia. Os deputados se reuniram com os dirigentes locais e também participaram na festa do Dia da Marinha.

"Podemos dizer que o bloqueio total da mídia e da política, que a Crimeia enfrentou ultimamente, hoje acabou. Por isso, a avaliação da visita dos parlamentares franceses é muito positiva", disse Polonsky.

De acordo com o político, o povo da Crimeia é hospitaleiro e espera várias delegações estrangeiras que vierem com boas intenções para conhecer a ilha.

​"A Crimeia está aberta para todos os visitantes e eles têm a oportunidade de visitar não somente os locais aonde vamos levá-los mas aonde eles desejarem ir. Tudo isso permite um quadro absolutamente claro, aberto e transparente da realidade atual na Crimeia", concluiu o vice-primeiro-ministro.

Menina com bandeiras nacionais russas pintadas na face participa de comemorações do aniversário da votação na Crimeia pela reunificação com a Rússia, em Simferopol em 16 março de 2015. - Sputnik Brasil
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Em fevereiro de 2014 um golpe de Estado em Kiev promoveu a troca de poder na Ucrânia. As novas autoridades adotaram uma política de caráter nacionalista e totalmente voltada para o Ocidente, ameaçando restringir uma série de direitos e liberdades das populações de origem russa do país. Preocupados com as consequências desta nova ordem, os habitantes da Crimeia, russos em sua grande maioria, optaram por se separar da Ucrânia através de um referendo realizado em março de 2014. Mais de 96% dos habitantes da península (1.2 milhões de pessoas) apoiaram a sua reintegração com a Rússia. O Ocidente chamou a votação de "anexação". Moscou declarou que o referendo foi realizado em plena conformidade com o direito internacional.

O governo da Ucrânia continua considerando a Crimeia como um território nacional temporariamente ocupado por forças estrangeiras. A autodeterminação da população da península tampouco foi reconhecida pelos países ocidentais, muitos dos quais adotaram sanções contra a Rússia.

As autoridades russas, por sua vez, já declararam em diversas ocasiões que qualquer discussão sobre o novo estatuto da Crimeia está totalmente fora de questão.

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