Apelo de Trump à Rússia é visto como alta traição aos EUA

© AFP 2022 / Michael B. ThomasRepublican presidential candidate Donald Trump signs autographs for supporters at the conclusion of a Donald Trump rally at Millington Regional Jetport on February 27, 2016 in Millington, Tennessee
Republican presidential candidate Donald Trump signs autographs for supporters at the conclusion of a Donald Trump rally at Millington Regional Jetport on February 27, 2016 in Millington, Tennessee - Sputnik Brasil
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O apelo irônico de Trump à Rússia para que esta descubra os 30 mil e-mails da presidenciável democrata Hillary Clinton perdidos do seu computador pessoal provocaram uma onda de indignação entre os mídia e especialistas.

Assim, no jornal The New York Times o professor da Universidade de Massachusetts Paul Misgrave chamou a situação de algo sem precedentes — ele acha que nunca tinha havido nada semelhante na política internacional.

"Estou em estado de choque e não sei o que dizer — e isso é algo a que não se está habituado quando se trabalha na esfera de análise da política externa dos EUA", disse o especialista comentando a situação.

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O ex-chefe da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Leon Panetta, por sua vez, declarou que a declaração em questão "excede todos os limites existentes".

Há também especialistas que classificaram a declaração de Trump como alta traição.

Nomeadamente, o professor de Direito e conselheiro jurídico do atual presidente americano Barack Obama, Lawrence Tribe.

​Na sua página de Twitter ele notou que declarações semelhantes violam a lei Logan, que proíbe pessoas não autorizadas de realizar negociações com chefias de países que estão em conflito com os Estados Unidos. Assim, sublinha o especialista americano, as ações do presidenciável republicano podem ser avaliados como alta traição.

O escândalo dos e-mails vazados de Clinton continua desde 2014, quando se soube que Clinton havia enviado e-mails do Departamento de Estado a partir da sua conta privada. Ficou estabelecido que, dos 30 mil e-mails que ela reenviou ao FBI para análise, dizendo respeito a 52 temas, 110 continham informação classificada, segundo informou em julho o diretor do FBI, James Cormey.

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