Polícia espanca jornalistas e deixa 60 pessoas hospitalizadas em Yerevan

© AP Photo / Hrant KhachatryanPolícia reprime manifestantes em Yerevan
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A polícia armênia deixou mais de 60 manifestantes hospitalizados após dispersar de forma violenta um protesto em Yerevan, informa a Sputnik da Armênia, citando como fonte declarações do porta-voz do Ministério da Saúde do país Anahit Aytayan.

Segundo dados oficiais, mais de 130 pessoas foram presas durante a ação. A truculência policial foi denunciada tanto por veículos da imprensa local, como pelo ombudsman da Armênia, que emitiu uma nota oficial exigindo explicações da polícia pelo uso de força contra jornalistas presentes no protesto.

“Recebemos informações de que houve uso de violência contra jornalistas e que o seu trabalho o sofreu impedimentos. De acordo com os dados a nós apresentados, tais atos foram cometidos por policiais vestidos a paisana. A polícia da Armênia deve apresentar explicações em caráter de urgência. Com base nas denúncias, investigações devem ser abertas” – diz o comunicado do ambudsman.

​De acordo com a imprensa local, a ação policial atingiu jornalistas e operadores de câmera da rádio Azatutyun, do canal de televisão Armênia e dos sites de notícias Primeiro Informativo Armênio, CivilNet e A1plus.

A polícia armênia emitiu uma nota prometendo investigar todos os incidentes envolvendo jornalistas durante a ação para dispersar o protesto.

Prostesters clash with the police outside the seized road police building in Yerevan - Sputnik Brasil
Polícia dispersa manifestantes em Yerevan
Nesta sexta-feira (29), a polícia da Armênia utilizou bombas de efeito moral para dispersar simpatizantes de um grupo armado da oposição que em 17 de julho tomou uma delegacia do distrito de Erebuni, em Yerevan.

Os rebeldes pedem a libertação de Zhirair Sefilian, militar e ativista político que foi preso no último mês por posse ilegal de armamentos, e a renúncia do presidente Serzh Sargsyan. Ambas as reivindicações não foram atendidas. Embora todos os policiais que estavam no local já tenham sido libertados pelos rebeldes, três médicos que entraram no edifício na última quarta-feira para cuidar dos feridos foram tomados como reféns.

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