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Polícia Federal desocupa Ministério da Cultura no Rio e manifestantes denunciam violência

REPORTAGEM DESOCUPAÇÃO CAPANEMA 2 DE 25 07 16
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A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira (25) uma operação de reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema, sede regional dos ministérios da Educação e da Cultura, no Centro do Rio de Janeiro, que estava ocupada há cerca de 70 dias por um grupo com 50 servidores do Ministério da Cultura, produtores e artistas.

O pedido de reintegração de posse foi solicitado pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e foi concedido pela Justiça Federal.

Inicialmente, os manifestantes ocuparam o local por conta da extinção do Ministério da Cultura e depois também se colocaram contra o processo de impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff. O movimento teve o apoio de estudantes, coletivos sociais, parlamentares e nomes renomados da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Seu Jorge, que chegaram a realizar shows no local.  

De acordo com a produtora cultural, Adriana Tiúba, os Policiais Federais chegaram de surpresa, enquanto eles ainda dormiam. A produtora reclama do uso de violência na desocupação por parte dos agentes, mas a Polícia Federal nega que tenha ocorrido uso de força.

"Hoje, nós fomos surpreendidos por cerca de quinze policiais na sala Portinari, onde estava somente eu e minha amiga de 60 anos, militante há mais de 40 anos. Tinham quinze policiais armados com metralhadoras, com o rosto coberto. Eles usaram a força para me tirar lá de cima, me agrediram e em algum momento que estava me debatendo falei: preciso de água porque vou desmaiar. Não me deixaram beber água. Veio mulher e homem, me pegaram cada um em um braço, em uma perna. Torceram meu braço, fizeram de tudo. Eu desci da escada Portinari rolando." 

Através de nota, o Ministério da Cultura alega que buscou diversas formas de diálogo com o grupo, porém após receber nas últimas semanas relatos de depredação do patrimônio público, ameaças aos servidores, uso de drogas, presença de indivíduos armados e circulação de menores no local, foi solicitada à Advocacia-Geral da União a reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema.

Após a desocupação, o prédio foi cercado por tapumes. Depois que deixaram o Palácio Capanema, os manifestantes ainda realizaram um protesto do lado de fora do prédio, sendo observados pela Polícia Federal e Policiais Militares, que deram apoio à operação de reintegração de posse.

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