Secretário-Geral da ONU acusa Israel de continuar construindo assentamentos

© AFP 2022 / Thomas CoexA construção de moradias para judeus na margem ocidental do rio Jordão
A construção de moradias para judeus na margem ocidental do rio Jordão - Sputnik Brasil
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O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon lançou fortes críticas a Israel, depois de o país ter aprovado a construção de moradias para judeus na margem ocidental do rio Jordão, caracterizando esta decisão como uma “profunda desilusão”.

Anteriormente, os diplomatas advertiram de que tais ações podem prejudicar a resolução do conflito entre os dois países. Ban reafirmou que se opõe à construção de assentamentos israelenses nos territórios palestinos, informando que eles "são ilegais de acordo com o direito internacional" e apelou ao governo de Israel para "acabar com tais decisões a fim de garantir a paz e chegar a um acordo final".

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As críticas apareceram depois de o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Avigdor Lieberman terem aprovado a construção planejada de 560 novas casas para judeus na cidade de Maale Adumim, a leste de Jerusalém. Esta cidade, criada em 1975, já tem uma população de 37 mil residentes.

Outra medida do governo israelita foi a construção programada de 240 novas moradias em zonas de Jerusalém Oriental, além de novas unidades para os palestinianos em outras zonas da cidade.

A mensagem do quarteto diplomático internacional, do qual fazem parte os EUA, a ONU, a UE e a Rússia, criticou a política de Israel referente à construção de casas, e ao mesmo tempo apelou aos palestinos para acabarem com os ataques contra os israelenses.

​Saeb Erekat, secretário-geral da Organização para a Liberação da Palestina, condenou o recente anúncio de construção de moradias e o fechamento da região de Hebron na margem ocidental do rio Jordão.

"Um bom exemplo, é que 24 horas depois da mensagem do quarteto [1 de julho], as autoridades de Hebron, que tem uma população de 700 mil pessoas, está sob total assédio militar", comunicou.

O aumento da tensão acontece durante a escalada de violência. Uma semana atrás, uma menina israelo-americana de 13 anos foi assassinada em uma povoação árabe nos arredores da margem ocidental do rio Jordão, o que, além de outros ataques contra os cidadãos de Israel, obrigou os militares israelitas a bloquearem a cidade e realizarem buscas de criminosos.

O aumento da violência já provocou a morte de 234 palestinos, 34 israelenses e quatro estrangeiros desde outubro do ano passado.

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